O esqueleto foi localizado sob o altar de uma igreja em Maastricht, na Holanda, após o chão ceder durante obras. Ao lado dos ossos, foram identificados indícios como uma moeda antiga e fragmentos de bala, compatíveis com relatos históricos sobre a morte do mosqueteiro, ocorrida em 1673. A identidade ainda será confirmada por exames de DNA, que serão comparados com descendentes da família.

Ossada encontrada no subsolo de igreja (Foto: Reprodução/Divulgação)
Ossada encontrada no subsolo de igreja (Foto: Reprodução/Divulgação)

Uma descoberta arqueológica na Holanda pode ter solucionado um mistério histórico que atravessou séculos. Pesquisadores localizaram, sob o piso de uma igreja, restos mortais que podem pertencer ao famoso mosqueteiro Charles de Batz de Castelmore d’Artagnan, figura lendária cuja localização era desconhecida há mais de 350 anos.

Conhecido como Conde d’Artagnan, ele foi um habilidoso militar e integrante de confiança da corte do rei Luís XIV da França. Sua trajetória ganhou ainda mais notoriedade ao servir de inspiração para o escritor Alexandre Dumas na criação do clássico Os Três Mosqueteiros.

Embora seja o personagem mais popular da obra, d’Artagnan não faz parte do trio que dá nome à história, formado por Athos, Aramis e Porthos, sendo frequentemente lembrado como o “quarto mosqueteiro”.

Descoberta ocorreu durante obras em igreja na Holanda

A possível identificação dos restos mortais de Charles de Batz de Castelmore d’Artagnan ocorreu de maneira inesperada, durante obras na Igreja de São Pedro e São Paulo, em Maastricht, na Holanda. A descoberta teve início quando o diácono Jos Valke e trabalhadores que atuavam na reforma acessaram a área subterrânea após a remoção de parte do piso.

Durante a intervenção, uma estrutura de parede chamou a atenção no local. Diante da suspeita de algo relevante, o diácono iniciou uma escavação cuidadosa com o auxílio de uma escova e, ao perceber indícios mais consistentes, decidiu acionar um arqueólogo para dar continuidade ao trabalho.

O esqueleto foi localizado exatamente abaixo da posição onde ficava o altar da igreja há cerca de dois séculos. Segundo Valke, há um alto grau de confiança na hipótese de que os restos pertençam ao lendário mosqueteiro, o que pode representar uma das descobertas históricas mais significativas relacionadas à figura que inspirou o clássico Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas.

Estátua do Conde D’Artagnan (Foto: Reprodução)

Vestígios encontrados reforçam importância histórica

O momento da descoberta foi marcado por forte emoção entre os envolvidos. Segundo o diácono responsável, houve silêncio absoluto quando os primeiros vestígios humanos foram encontrados no subsolo da igreja.

Além dos ossos, os pesquisadores identificaram elementos que reforçam a relevância histórica do achado, como um projétil que pode ter causado a morte e uma moeda datada de 1660, associada a cerimônias religiosas realizadas em homenagem ao rei Luís XIV da França.

Para confirmar a identidade dos restos mortais, especialistas vão recorrer a exames científicos. O material será analisado por um laboratório em Munique, na Alemanha, que realizará testes de DNA e fará a comparação com um possível descendente vivo do mosqueteiro, residente em Avignon, na França.

Historicamente, Charles de Batz de Castelmore d’Artagnan morreu durante o cerco de Maastricht, episódio da Guerra Franco-Holandesa, após ser atingido por um disparo de mosquete na região do pescoço.

Sua trajetória inspirou o clássico Os Três Mosqueteiros, escrito por Alexandre Dumas em 1844, obra que atravessou gerações e ganhou diversas adaptações para o cinema, televisão e teatro, consolidando o personagem como um dos mais icônicos da literatura mundial.

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