Após quatro dias de buscas, adolescente de 14 anos foi encontrada ferida em Dias d’Ávila, região metropolitana de Salvador, na Bahia. A Polícia Civil analisa vídeos e depoimentos para identificar os autores do crime e entender a motivação por trás do desaparecimento.
Uma adolescente de 14 anos, que estava desaparecida desde a última terça-feira (24), por um suposto castigado de uma facção, foi localizada por familiares na noite da última sexta-feira (27), às margens de uma rodovia em Dias d’Ávila, na região metropolitana de Salvador, na Bahia.
A jovem foi encontrada com diversos ferimentos e com a cabeça raspada, sinais que reforçam a gravidade das circunstâncias em que foi mantida durante o período em que esteve fora de casa. Segundo informações das autoridades, a adolescente teria sido retirada de sua residência por homens armados a mando de uma facção, havendo suspeitas de que tenha sido levada para a capital baiana antes de ser deixada no local onde foi resgatada.
A investigação
A Polícia Civil da Bahia, por meio da 25ª Delegacia Territorial (DT) de Dias d’Ávila e com o suporte do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), intensificou as diligências desde o registro da ocorrência. Conforme a corporação, o trabalho de investigação já possibilitou a coleta de depoimentos e a análise de dados digitais, sendo que a localização da jovem é considerada um fator determinante para o avanço dos trabalhos.
As autoridades buscam agora identificar os envolvidos e esclarecer a cronologia dos fatos, especialmente diante das declarações feitas pela própria vítima em um vídeo que circula nas redes sociais após ser encontrada.
Versão da adolescente
A versão dada pela adolescente em vídeo após ser encontrada traz novos contornos ao caso e levanta questionamentos que a Polícia Civil pretende elucidar. Enquanto os investigadores trabalham para confrontar as informações prestadas com as provas técnicas já coletadas, o foco permanece em identificar os responsáveis por este crime.
Um áudio extraído de um vídeo atribuído à facção responsável pelo sequestro ganhou força no último final semana, aumentando a comoção na cidade. No áudio, a jovem, afirma que “sofreu o que tinha que sofrer” e que “não era nem pra estar viva”, indicando possível coação.
Ouça o áudio da facçã0:
A colaboração da família e a análise do contexto em que a garota foi encontrada são peças-chave para definir se o caso segue a linha de uma suposta retaliação ou se houve outro tipo de motivação por trás do sequestro e da agressão sofrida.
