Pelos quatro trimestres seguidos de 2025, Santa Catarina registrou a menor taxa de desemprego do país. Em outubro, novembro e dezembro do ano passado o índice foi de 2,2%, diante de uma média nacional de 5,1%. Os dados foram divulgados pelo IBGE no fim de fevereiro.
Pelos quatro trimestres seguidos de 2025, Santa Catarina registrou a menor taxa de desemprego do país. Em outubro, novembro e dezembro do ano passado o índice foi de 2,2%, diante de uma média nacional de 5,1%. Os dados foram divulgados pelo IBGE no fim de fevereiro.
O estado de Santa Catarina foi seguido pelo Espírito Santo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, os três com a média de 2,4%. No cálculo anual, Santa Catarina registrou a taxa de 2,3%, atrás de Mato Grosso (2,2%). Isto porque, neste cálculo, o IBGE usa para os indicadores anuais estimativas que têm como base o dia de 1º de julho.
No referido quarto trimestre em análise, a população desocupada em SC apresentou redução de 19% em relação ao 4º trimestre de 2024, passando de 122 mil para 99 mil pessoas. Em paralelo a esse resultado o crescimento da população ocupada em SC foi de 1,5% em relação ao mesmo trimestre de 2024. Além disso, o estado tem a menor taxa de informalidade, de 25,7%, diante de uma média nacional de 37,6%.

Reprodução | divulgação / Roberto Zacarias (Secom SC)
Crescimento do rendimento médio
O rendimento médio catarinense habitualmente recebido no trabalho principal no quarto trimestre de 2025 foi de R$ 4.131, resultado 17,8% superior à média nacional, de R$3.508. Comparativamente ao mesmo trimestre de 2024, o crescimento do rendimento médio real (descontando a inflação) em Santa Catarina foi de 7,8%, desempenho acima da média do Brasil (5,1%), Região Sul (6,5%) e do Sudeste (4,2%).
Em termos setoriais, o crescimento do rendimento médio catarinense entre 2024 e 2025 foi verificado em todos os segmentos. Dentre estes, o destaque foi do setor de Transporte, armazenagem e correio, com um aumento de 12,5%, com uma média de R$ 4.223. Diante desse crescimento, atualmente o setor de Transporte catarinense possui o segundo maior nível de rendimento médio entre as unidades da Federação, atrás apenas do Distrito Federal. No quarto trimestre de 2024, SC ocupava a quinta posição, atrás de Mato Grosso, Distrito Federal, Paraná e São Paulo.
Melhores condições de trabalho
Santa Catarina também se destaca nacionalmente ao apresentar a menor taxa composta de subutilização da força de trabalho, de 4,4%, bem abaixo da média nacional de 13,9%. Esse indicador agrupa a proporção de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e as pessoas que deixaram de procurar emprego, apesar de disponíveis. Em outras palavras, os dados evidenciam que SC não só emprega mais, como também apresenta melhores condições de trabalho.
Outro destaque é o baixo percentual de desalentados no estado, de apenas 0,3%, o menor entre todas as unidades da Federação, que tem média nacional de 2,4%. A categoria inclui pessoas que estavam disponíveis para trabalhar, mas deixaram de buscar emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa, geralmente por acreditar que não encontrariam vagas adequadas, devido à idade, qualificação, localidade, ou outros motivos pessoais.

Reprodução | divulgação / Roberto Zacarias (Secom SC)
A atividade que apresentou maior crescimento no quarto trimestre de 2025 em relação ao mesmo trimestre de 2024 foi da Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com crescimento de 19,2%. O segundo melhor foi do subsetor de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com 7,5% de crescimento.
A Diretoria de Políticas Públicas da Secretaria de Estado do Planejamento monitora os dados do mercado de trabalho e em breve lançará a nova edição do Boletim Trimestral de Indicadores do Trabalho – quarto trimestre de 2025. Todas as edições podem ser conferidas no site da Seplan.
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