Renan Santos propôs separar o Rio de Janeiro do Brasil e recriar o estado da Guanabara, transformando a cidade em uma “cidade-estado”. A medida inclui autonomia administrativa e uso das Forças Armadas na segurança, mas depende de aprovação do Congresso e consulta popular.

Rio de Janeiro (RJ), 25/11/2025 – Vista do Bairro de Botafogo com o Cristo Redentor ao fundo, a partir do Moro da Urca, na zona sul do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 25/11/2025 – Vista do Bairro de Botafogo com o Cristo Redentor ao fundo, a partir do Moro da Urca, na zona sul do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O pré-candidato à Presidência Renan Santos (Missão) afirmou que pretende propor a separação da cidade do Rio de Janeiro do restante do Brasil caso seja eleito. A ideia inclui a recriação do antigo estado da Guanabara, que existiu entre 1960 e 1975.

Segundo ele, o modelo transformaria o município em uma espécie de “cidade-estado”, com autonomia para gerir orçamento, políticas públicas e forças de segurança. “Eu vou separar o Rio de Janeiro do Brasil. E adivinha, carioca, isso é uma boa notícia”, declarou.

Renan também afirmou que pretende extinguir o atual estado do Rio de Janeiro e reorganizar a estrutura administrativa da região. De acordo com o pré-candidato, a nova unidade teria capacidade própria para enfrentar o crime organizado e impulsionar a economia local.

Renan Santos, pré-candidato à Presidência pelo MBL – Foto: Reprodução/Redes Sociais 

Críticas à situação atual

Ao justificar a proposta, Renan Santos apontou uma suposta decadência da cidade após a transferência da capital federal para Brasília. Ele citou problemas como violência, corrupção, perda de relevância econômica e saída de profissionais qualificados.

O pré-candidato também criticou a gestão pública no estado e no município, além de mencionar a expansão de áreas vulneráveis e a redução de atividades econômicas.

Uso das Forças Armadas

Outra proposta apresentada envolve o uso das Forças Armadas como apoio no combate ao crime organizado. Segundo Renan, a medida seria uma forma de “reconquistar” o controle da cidade.

Viabilidade legal

Especialistas apontam que mudanças na organização territorial do país não dependem apenas do Executivo. Pela Constituição, a criação ou alteração de estados exige aprovação do Congresso Nacional e consulta direta à população envolvida, por meio de plebiscito.

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