O Dia da Mentira, celebrado em 1º de abril, tem origem ligada à mudança do calendário no século XVI e a festas antigas. A tradição se espalhou pelo mundo e chegou ao Brasil no século XIX.
O 1º de abril é conhecido em diversos países como o Dia da Mentira, uma data associada a pegadinhas, trotes e histórias inventadas. Apesar do caráter descontraído, a tradição tem origens históricas que atravessam séculos e diferentes culturas.
Em países como Estados Unidos e Inglaterra, a data é chamada de April Fool’s Day, ou Dia dos Bobos de Abril. Já em nações como França e Itália, a celebração recebe o nome de “Peixe de Abril”, com brincadeiras típicas entre crianças, como colar peixinhos de papel nas costas de outras pessoas.
Origem na mudança de calendário
A explicação mais difundida para o surgimento da data remonta ao século XVI, quando o papa Gregório XIII instituiu o calendário gregoriano, em 1582.
Com a mudança, o início do ano passou a ser celebrado em 1º de janeiro, substituindo o período entre o fim de março e o começo de abril, que antes marcava o Ano-Novo em diversas regiões da Europa.
Parte da população resistiu à alteração e continuou comemorando na data antiga. Essas pessoas passaram a ser alvo de zombarias, convites falsos e brincadeiras — o que teria dado origem à tradição do 1º de abril.
Influência de festivais antigos
Outra linha histórica associa o Dia da Mentira a celebrações ainda mais antigas, como o festival romano Hilária.
Realizada durante o equinócio de março, a festa homenageava a deusa Cibele e incluía momentos de descontração, uso de fantasias e inversão de papéis sociais — características que lembram o espírito das brincadeiras atuais.
Chegada ao Brasil
No Brasil, o costume se popularizou no século XIX. Em 1828, o jornal mineiro A Mentira publicou, em sua primeira edição, uma notícia falsa sobre a morte de Dom Pedro I.
A repercussão do episódio ajudou a consolidar a tradição no país, que permanece até hoje como um dia dedicado ao humor e à criatividade.
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