Pesquisa Atlas mostra empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula em São Paulo no primeiro turno, mas aponta vantagem do senador no segundo turno, com diferença de cinco pontos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Andressa Anholete/Agência Senado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Andressa Anholete/Agência Senado

Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (1º) indica um cenário de forte equilíbrio entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre eleitores de São Paulo. Apesar do empate técnico no primeiro turno, o senador aparece numericamente à frente e amplia a vantagem em uma eventual disputa de segundo turno.

O levantamento, realizado pela AtlasIntel em parceria com o Estadão, mostra Flávio com 43,4% das intenções de voto, contra 42,5% de Lula. Na sequência aparecem Renan Santos, com 5%, Romeu Zema (3,2%) e Ronaldo Caiado (2,4%). Aldo Rebelo registra 0,8%. Brancos e nulos somam 2,2%, enquanto 0,4% não souberam responder.

Cenários alternativos

Em uma simulação com Eduardo Leite (PSD) no lugar de Caiado, Flávio Bolsonaro aparece com 43,3%, enquanto Lula tem 40,9%. Renan Santos mantém 5%, Leite soma 4,4% e Zema chega a 3,6%. Aldo Rebelo tem 0,9%.

Apesar de testado, Leite já indicou que deve permanecer no governo estadual, o que pode inviabilizar sua candidatura dentro do prazo eleitoral.

Vantagem no segundo turno

No cenário de segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula, o senador amplia a vantagem: 49% contra 44%, uma diferença de cinco pontos percentuais — acima da margem de erro, que é de dois pontos.

Considerando apenas votos válidos, o resultado seria de 52,7% para Flávio contra 47,3% para Lula no estado.

Outras simulações

A pesquisa também testou outros cenários. Contra Romeu Zema, Lula aparece atrás, com 43,8% contra 49,3% do governador.

Já em uma simulação com Jair Bolsonaro — que está inelegível — o ex-presidente teria 49,2%, enquanto Lula aparece com 43,4%.

Metodologia

O levantamento ouviu 2.254 eleitores paulistas entre os dias 24 e 27 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral.

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