A aposentadoria por idade em 2026 exige idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 para homens, além de tempo de contribuição. O valor varia conforme o histórico do segurado, com base em regras da Reforma da Previdência.

Foto: Reprodução
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A aposentadoria por idade segue como a principal porta de entrada no sistema previdenciário brasileiro em 2026, consolidando as regras estabelecidas pela Emenda Constitucional 103/2019. Para garantir o benefício, o segurado precisa cumprir critérios de idade mínima e tempo de contribuição, além de entender como funciona o cálculo do valor a ser recebido.

Atualmente, mulheres podem se aposentar aos 62 anos, enquanto os homens precisam ter 65 anos. Em ambos os casos, é necessário comprovar pelo menos 15 anos de contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social, o equivalente a 180 meses.

No entanto, há uma regra específica: homens que começaram a contribuir após a reforma de 2019 devem cumprir um tempo mínimo maior, de 20 anos de recolhimento. A exigência é considerada técnica, mas essencial para evitar a negativa do pedido.

Como é calculado o valor da aposentadoria

O valor do benefício não é fixo e depende diretamente do histórico de contribuições do trabalhador. A conta considera a média de 100% de todos os salários desde julho de 1994, sem descartar os menores valores.

De acordo com o Ministério da Previdência Social, o segurado recebe inicialmente 60% dessa média ao atingir o tempo mínimo de contribuição. A partir daí, há um acréscimo de 2% para cada ano adicional — acima de 15 anos para mulheres e 20 anos para homens.

Na prática, isso significa que quanto mais tempo o trabalhador contribui, maior será o valor do benefício. Ainda assim, a legislação garante que nenhuma aposentadoria seja inferior ao salário mínimo vigente.

Regras de transição e casos especiais

Para quem já estava próximo de se aposentar quando a reforma entrou em vigor, continuam valendo as regras de transição, como o sistema de pontos e a idade mínima progressiva.

Além disso, trabalhadores expostos a agentes nocivos à saúde ou que exercem funções específicas, como professores, podem se aposentar com redução nos requisitos de idade e tempo de contribuição.

Simulador ajuda a evitar erros

Especialistas recomendam que o segurado utilize o simulador disponível no aplicativo Meu INSS. A ferramenta cruza dados do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) com a legislação atual e permite estimar quando será possível solicitar o benefício.

O acompanhamento das contribuições também é fundamental para evitar inconsistências e, quando possível, aplicar estratégias que aumentem o valor final da aposentadoria.

Com o teto do INSS reajustado anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor, o objetivo é preservar o poder de compra dos beneficiários. Ainda assim, a fórmula atual tende a gerar valores iniciais menores para quem contribui sobre salários mais baixos, reforçando a importância do planejamento previdenciário.

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