O governador Tarcísio de Freitas fez uma declaração forte ao comentar o caso do tenente-coronel da PM acusado de matar a esposa, a soldado Gisele, em São Paulo. Mesmo com a aposentadoria do oficial seguindo as regras da corporação, o chefe do Executivo estadual afirmou que espera uma punição severa. O caso, inicialmente tratado como suicídio, passou a ser investigado como feminicídio após desdobramentos do caso.

Tarcísio reconhece atrito com o clã Bolsonaro e fala sobre 'união'. Foto: Marcelo Camargo | AgÊncia Brasil
Tarcísio reconhece atrito com o clã Bolsonaro e fala sobre 'união'. Foto: Marcelo Camargo | AgÊncia Brasil

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), fez uma declaração contundente sobre o caso do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a esposa, a também policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, no mês passado.

Durante agenda em Campos do Jordão, nesta quinta-feira (2), o governador afirmou que espera uma punição exemplar ao oficial.

“Que apodreça na cadeia”, disse Tarcísio ao comentar o crime, classificado por ele como bárbaro.

Aposentadoria gera repercussão

A fala ocorreu após a publicação da aposentadoria do tenente-coronel no Diário Oficial do Estado (DOE). Mesmo preso e réu por feminicídio, ele passará a receber salário integral, conforme regras da Polícia Militar.

Segundo dados do Portal da Transparência, o oficial recebeu, em fevereiro de 2026, um salário bruto de R$ 28.946,81, além de um abono de R$ 2.995,43.

Tarcísio explicou que o pagamento segue o regulamento da corporação e que, em caso de perda do posto e da patente, os valores passam a beneficiar os familiares.

“O que a gente espera é que realmente haja a punição severa, que ele perca o posto e a patente”, afirmou.

Crime inicialmente tratado como suicídio

O caso aconteceu no apartamento do casal, no bairro do Brás, região central da capital paulista. Gisele Santana foi encontrada gravemente ferida com um tiro na cabeça e chegou a ser socorrida, mas não resistiu.

Inicialmente, a ocorrência foi registrada como suicídio. No entanto, contradições e a análise pericial levaram a Polícia Civil a reclassificar o caso como feminicídio.

A investigação concluiu que a dinâmica do disparo não é compatível com a versão apresentada pelo tenente-coronel, que segue alegando que a esposa tirou a própria vida.

Processo e investigação

Geraldo Leite Rosa Neto foi preso no dia 18 de março e teve a prisão mantida pela Justiça de São Paulo. Ele já é réu por feminicídio.

Paralelamente, a Secretaria de Segurança Pública determinou a abertura de um conselho deliberativo para avaliar a possível expulsão do oficial da corporação. Para Tarcísio, o caso não pode ficar impune.

“Nosso desejo é que ele seja condenado exemplarmente, porque o que ele cometeu foi um crime bárbaro”, declarou.

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