Preso pela morte da esposa em São Paulo, um tenente-coronel da PM já havia sido denunciado pela ex-mulher por perseguição em 2010. O policial nega o crime atual, enquanto a polícia reúne provas que contestam sua versão.
Uma denúncia registrada em 2010 lança novos elementos sobre o histórico do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Júnior, preso sob suspeita de matar a própria esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, na capital paulista.
À época, uma dentista — então com 51 anos — procurou a Polícia Civil do Estado de São Paulo, em Taubaté, para denunciar o ex-marido por perturbação. O boletim de ocorrência foi registrado em janeiro de 2010.
Histórico de denúncias contra tenente-coronel
Segundo o relato, após o fim do relacionamento, o oficial teria desrespeitado decisões judiciais relacionadas às visitas à filha do casal, comparecendo em horários não autorizados.
A ex-mulher também afirmou que ele realizava ligações frequentes, em horários variados, o que a levou a trocar o número de telefone diversas vezes. Ainda de acordo com o depoimento, o policial utilizava a justificativa de procurar a filha para se aproximar da ex-companheira.
Na ocasião, a mulher chegou a pedir à Justiça uma medida de distanciamento, alegando descumprimento por parte do oficial. O caso foi encaminhado à Vara da Família e das Sucessões da comarca.
Caso atual
O militar foi preso no último dia 18, suspeito de ter atirado contra a esposa no apartamento onde viviam, no bairro do Brás, em São Paulo.
Ele nega o crime e sustenta que a vítima teria tirado a própria vida após o término do relacionamento. A versão, no entanto, é contestada por elementos reunidos na investigação, incluindo mensagens recuperadas do celular de Gisele pela perícia.
Defesa e investigação
Procurada pelo Metrópoles, a defesa do tenente-coronel informou que deve se manifestar apenas nos autos do processo. A ex-esposa, por sua vez, preferiu não comentar o caso.
A investigação segue em andamento para esclarecer as circunstâncias da morte.
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