A ex-esposa do tenente-coronel acusado de matar a soldado da Polícia Militar em São Paulo afirmou que sofre perseguições e perturbações há quase duas décadas. O relato veio à tona após a prisão do oficial, investigado pelo assassinato da companheira.
A ex-esposa do tenente-coronel acusado de matar uma soldado da Polícia Militar em São Paulo afirmou que sofre perseguições e perturbações há quase duas décadas. O relato veio à tona após a prisão do oficial, investigado pelo assassinato da companheira.
Segundo a denúncia, a mulher afirma viver sob constante medo desde o fim do relacionamento, com episódios recorrentes de ameaças e comportamentos considerados abusivos.
Documentos entregues às autoridades indicam que o militar já havia sido denunciado anteriormente por comportamentos agressivos. A ex-esposa relatou situações de intimidação ainda durante o casamento, o que levou ao registro de ocorrências.
Além disso, outros depoimentos também apontam acusações de assédio envolvendo o oficial, reforçando a existência de um histórico problemático.
Morte da soldado Gisele
Gisele, a soldado da Polícia Militar, foi encontrada morta com um tiro na cabeça dentro do apartamento onde morava com o marido. Inicialmente tratado como suicídio, o caso passou a ser investigado como feminicídio após inconsistências apontadas pela perícia.
Exames identificaram marcas de agressão no corpo da vítima, levantando dúvidas sobre a versão apresentada pelo suspeito. As investigações também consideram relatos de pessoas próximas que descrevem o relacionamento como conturbado.
Há indícios de comportamento controlador e ciumento por parte do coronel, além de contradições em seu depoimento. O militar nega as acusações, e o caso segue sob responsabilidade da Justiça.
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