Novas imagens captadas pela câmera corporal de um policial militar revelam o momento em que um médico socorrista afirma que a soldado Gisele Alves Santana ainda apresentava sinais de respiração ao ser encontrada com um tiro na cabeça. O caso ocorreu no apartamento onde ela morava com o marido, no bairro do Brás, região central de São Paulo.

Foto: Reprodução
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Novas imagens captadas pela câmera corporal de um policial militar revelam o momento em que um médico socorrista afirma que a soldado Gisele Alves Santana ainda apresentava sinais de respiração ao ser encontrada com um tiro na cabeça. O caso ocorreu no apartamento onde ela morava com o marido, no bairro do Brás, região central de São Paulo.

No vídeo, o profissional relata que, apesar da respiração, havia indícios de morte encefálica devido à gravidade do ferimento. Ele também explica que, diante da situação crítica, a vítima seria encaminhada pelo helicóptero Águia ao Hospital das Clínicas, após o esgotamento das tentativas de reanimação no local.

“Muito provavelmente uma morte em cefálica não dá pra eu jurar nem eu nem o doutor Mário […] A ideia é levar pra ele ver que a gente esgotou tudo. Tá bom? Então a ideia é essa aí. Tá bom. Obrigado, doutor”, diz o médico.

Relembre o caso

Gisele Alves Santana foi encontrada gravemente ferida no dia 18 de fevereiro, no imóvel onde vivia com o marido. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu.

Inicialmente tratado como suicídio, o caso passou a ser investigado como possível crime após a exumação do corpo e a divulgação de novos laudos periciais, que apontaram inconsistências na versão inicial.

Com base nas investigações, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, foi indiciado por feminicídio e fraude processual. Ele foi preso na última quarta-feira (18) após decisão da Justiça, a pedido da Polícia Civil, com aval do Ministério Público.

Perícias indicam que a trajetória do disparo e os ferimentos não são compatíveis com um ato voluntário. Além disso, a presença de sangue em diferentes cômodos do apartamento levanta suspeitas sobre a dinâmica do crime.

Durante audiência de custódia realizada por videoconferência na Justiça Militar, o investigado voltou a afirmar que a esposa teria tirado a própria vida.

O caso segue sob investigação, e novos laudos devem contribuir para o esclarecimento completo dos fatos.

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