O Irã rejeitou, neste sábado (04), reabrir o Estreito de Ormuz após as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A informação foi comunicada pelo general Ali Abdullahí, chefe do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya.
O Irã rejeitou, neste sábado (04), reabrir o Estreito de Ormuz após as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A informação foi comunicada pelo general Ali Abdullahí, chefe do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya.
O ultimato foi uma medida “desesperada, nervosa, desequilibrada e tola”, decorrente de “derrotas consecutivas” dos EUA no conflito, de acordo com o oficial militar.
Irã responde Trump também com ameaça
“Em caso de agressão do inimigo americano sionista, todas as infraestruturas usadas pelo exército terrorista dos EUA, bem como as infraestruturas do regime sionista, serão alvo de ataques destrutivos e contínuos sem restrições”, declarou o general.
Em seguida, Abdullahí respondeu a ameaça de Trump também com um discurso incisivo. “Desde o início da guerra importa, tudo o que dissemos, dizemos, e o significado simples desta mensagem é que as portas do inferno se abrirão para vocês”, completou.
‘Ultimato’ dos EUA
O presidente dos Estados Unidos voltou a elevar o tom contra o Irã ao publicar uma mensagem com novas ameaças ao regime iraniano. Em sua rede social, ele deu um ultimato de 48 horas para que o país mude sua posição em relação ao Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo.
“Lembram quando dei ao Irã dez dias para fazer um acordo ou abrir o Estreito de Ormuz? O tempo está se esgotando — 48 horas antes de todo o inferno desabar sobre eles”, escreveu o presidente.
A declaração ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, que envolve diretamente Estados Unidos, Israel e Irã. A crise teve início em 28 de fevereiro, após um ataque conjunto que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã.
Estreito de Ormuz
Atualmente, com a rota marítima fechada, o Irã fiscaliza e proíbe a passagem de embarcações ligadas aos Estados Unidos e Israel, como medida de prejudicar o fornecimento de combustíveis nesses países.
Enquanto isso, outros países podem enviar embarcações para atravessar o estreito, desde que condicionados ao pagamento de um pedágio. Somente embarcações de ajuda humanitária tem autorização expressa de trafegar pelo local.
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