O chefe de inteligência da Guarda Revolucionária do Irã, Majid Khademi, morreu em um ataque atribuído a Israel e Estados Unidos. A morte ocorre em meio à escalada de tensões no Oriente Médio e após meses de confrontos e protestos no país.

Chefe de inteligência da Guarda Revolucionária do Irã morre em ataque - Foto: Reprodução/ TV estatal do Irã
Chefe de inteligência da Guarda Revolucionária do Irã morre em ataque - Foto: Reprodução/ TV estatal do Irã

A Guarda Revolucionária Islâmica confirmou a morte de seu chefe de inteligência, Majid Khademi, após um ataque ocorrido na manhã desta segunda-feira (6).

Em comunicado divulgado em canal oficial, a corporação afirmou que o general morreu durante uma ofensiva que atribui a Israel e aos Estados Unidos.

Segundo a nota, Khademi foi classificado como “mártir” e descrito como um dos principais líderes da Organização de Inteligência da Guarda Revolucionária.

Histórico e contexto
Khademi havia assumido o cargo após a morte de Mohammad Kazemi, em junho de 2025, durante um período de confronto direto entre Irã e Israel. A troca no comando ocorreu em meio à escalada de tensões na região.

Nos últimos meses, o general também havia feito declarações contundentes contra o governo americano. Ele acusou o presidente Donald Trump de incentivar uma estratégia que, segundo autoridades iranianas, visaria provocar instabilidade interna no país para justificar intervenções externas.

Acusações e protestos
Após manifestações antigovernamentais registradas no início do ano, Khademi afirmou que mais de dez serviços de inteligência estrangeiros estariam envolvidos nos protestos. Entre eles, citou a Unidade 8200, ligada a Israel.

De acordo com a Human Rights Activists News Agency, ao menos 7 mil pessoas morreram durante a repressão às manifestações ocorridas em janeiro.

Escalada da tensão
A morte de Khademi ocorre em um momento de forte instabilidade no Oriente Médio, com confrontos diretos e indiretos envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos. O episódio pode ampliar ainda mais a crise geopolítica e gerar novos desdobramentos nas próximas semanas.

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