A Polícia Federal informou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que ainda não recebeu as imagens das câmeras corporais dos policiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro que participaram da Operação Contenção, realizada em outubro do ano passado.

 

Foto: Agência Brasil.
Foto: Agência Brasil.

A Polícia Federal informou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que ainda não recebeu as imagens das câmeras corporais dos policiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro que participaram da Operação Contenção, realizada em outubro do ano passado.

A ação policial, que deixou mais de 120 mortos, está sob investigação e teve o envio das gravações determinado pela Corte em março deste ano.

Em ofício enviado ao STF, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que a corporação já iniciou a análise do material enviado pela Polícia Civil, mas destacou a ausência das imagens da PM.

Segundo ele, não foi recebido “qualquer acervo audiovisual” das equipes da Polícia Militar, mesmo sendo a força com maior efetivo na operação e com mais dispositivos de gravação.

PF pede mais tempo para perícia

Além da falta de parte do material, a Polícia Federal também solicitou mais prazo para concluir a perícia das imagens já recebidas.

De acordo com Andrei Rodrigues, a análise deve levar pelo menos 90 dias, devido ao volume de dados, cerca de 400 horas de gravações e à complexidade do trabalho, que envolve uma equipe de 10 peritos criminais federais.

O prazo inicial determinado pelo STF era de 15 dias, considerado inviável pela PF.

Investigação ocorre no STF

A apuração sobre a legalidade da operação acontece no âmbito da ADPF 635, conhecida como “ADPF das Favelas”.

Nesse processo, o Supremo já determinou uma série de medidas para reduzir a letalidade em operações policiais em comunidades do Rio de Janeiro.

A ausência das imagens da Polícia Militar pode impactar o andamento das investigações, já que o material é considerado essencial para esclarecer a atuação dos agentes durante a operação.

O caso segue sob análise do STF, enquanto cresce a expectativa pelo envio completo dos registros e pelo avanço das perícias.

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