Subtenente da PM foi morta a tiros em Campo Grande, e o namorado foi preso em flagrante por feminicídio após apresentar contradições ao alegar suicídio. O caso é o primeiro registrado na capital em 2026, que já soma nove crimes do tipo no estado.

Marlene de Brito Rodrigues é a 9ª vitima de feminicídio de 2026 e a primeira de Campo Grande — Foto: Redes Sociais
Marlene de Brito Rodrigues é a 9ª vitima de feminicídio de 2026 e a primeira de Campo Grande — Foto: Redes Sociais

A subtenente da Polícia Militar Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, foi morta a tiros no fim da manhã desta segunda-feira (6), no bairro Estrela Dalva, em Campo Grande. O principal suspeito é o namorado da vítima, Gilberto Jarson, de 50 anos, que foi preso em flagrante por feminicídio.

Suspeito alegou suicídio

Segundo a delegada Analu Lacerda Ferraz, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), o homem foi encontrado com a arma na mão e afirmou que Marlene teria tirado a própria vida. No entanto, ele apresentou contradições durante o relato, o que levantou suspeitas.

De acordo com a investigação, o casal mantinha um relacionamento há um ano e quatro meses e morava junto há cerca de dois meses.

Vizinho ouviu disparo e acionou polícia

Um vizinho da vítima, que também é policial, ouviu o disparo e pulou o muro da residência. No local, encontrou o suspeito ainda com a arma em mãos.

Equipes da Polícia Civil, da Polícia Militar e do Batalhão de Choque foram acionadas para atender a ocorrência.

Relacionamento pode ter histórico de conflitos

Apesar de não haver registros anteriores de violência doméstica envolvendo o casal, a delegada afirmou que isso não descarta a possibilidade de um relacionamento conturbado.

“Isso não significa que eles não tinham um relacionamento conturbado e um relacionamento de violência”, afirmou.

Segundo vizinhos, o suspeito teria buscado Marlene no trabalho pouco antes do crime, que ocorreu por volta das 11h30.

Primeiro feminicídio na capital em 2026

Marlene de Brito Rodrigues é a primeira vítima de feminicídio registrada em Campo Grande neste ano.

Casos de feminicídio no estado

Até o momento, Mato Grosso do Sul contabiliza nove casos de feminicídio em 2026. As vítimas têm entre 18 e 62 anos e os crimes foram registrados em diferentes cidades do estado:

  • Josefa dos Santos – morta em 16 de janeiro, em Bela Vista
  • Rosana Candia Ohara – morta em 24 de janeiro, em Corumbá
  • Nilza de Almeida Lima – morta em 22 de fevereiro, em Coxim
  • Beatriz Benevides – morta em 25 de fevereiro, em Três Lagoas
  • Leise Aparecida Cruz – morta em 6 de março, em Anastácio
  • Liliane de Souza Bonfim – morta em 7 de março, em Ponta Porã
  • Ereni Benites – morta em 8 de março, em Paranhos
  • Fátima Aparecida da Silva – morta em 23 de março, em Selvíria
  • Marlene de Brito Rodrigues – morta em 6 de abril, em Campo Grande

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