A defesa do influenciador Samuel Sant’anna, conhecido como Gato Preto, se manifestou após a denúncia do Ministério Público de São Paulo por tentativa de homicídio. O caso envolve um grave acidente ocorrido em agosto de 2025, na capital paulista. Os advogados pediram respeito ao devido processo legal e criticaram julgamentos antecipados. A nota também destaca a necessidade de uma análise técnica e imparcial dos fatos. O episódio teve grande repercussão nacional e segue sob investigação.

Defesa de Gato Preto quebra o silêncio após influenciador ser denunciado pela Justiça
Defesa de Gato Preto quebra o silêncio após influenciador ser denunciado pela Justiça

A defesa do influenciador Samuel Sant’anna, o Gato Preto, se pronunciou publicamente após a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), que o acusa de duas tentativas de homicídio doloso, além de ameaça e infrações ao Código de Trânsito Brasileiro. A nota dos advogados pede cautela diante da repercussão e reforçam a necessidade de respeito ao devido processo legal.

Investigação aponta avanço de sinal e alta velocidade. Foto: Reprodução.

Defesa pede cautela e critica julgamentos antecipados

No comunicado, os representantes legais do influenciador manifestam solidariedade às vítimas do acidente ocorrido em 20 de agosto de 2025, envolvendo o carro de luxo do influenciador na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo. Em seguida, destacam que a ampla divulgação do caso não pode resultar em conclusões precipitadas.

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A defesa formada por Jonatha Carvalho, Daniele Vieira e André Nino enfatiza o princípio da presunção de inocência e afirma que a exposição midiática não deve influenciar o andamento do processo. “A grande repercussão midiática de um caso não pode resultar em um julgamento antecipado”, diz a nota. Os advogados também reforçam que cabe ao Poder Judiciário conduzir o caso com imparcialidade e serenidade.

Outro ponto destacado é que a apuração deve ocorrer exclusivamente dentro dos autos do processo. Segundo a defesa, todas as circunstâncias ainda serão esclarecidas de forma técnica, sem interferência de debates públicos. Ao final, a equipe jurídica afirma confiar na Justiça e pede que a análise seja feita de maneira completa e equilibrada.

Nota da defesa do Gato Preto

Nota da defesa do Gato Preto – Reprodução: Arquivo enviado ao Bacci Notícias

Entenda a denúncia do Ministério Público

De acordo com o MPSP, Gato Preto dirigia sob efeito de álcool e drogas quando avançou o sinal vermelho e colidiu contra um veículo ocupado por pai e filho. O acidente ocorreu em um cruzamento movimentado da zona oeste da capital paulista e foi registrado por câmeras de segurança.

O impacto foi violento e deixou feridos. Uma das vítimas sofreu fratura na mandíbula, além de outras lesões. Apesar da gravidade, não houve mortes, o que, segundo o Ministério Público, ocorreu por circunstâncias alheias à vontade do denunciado.

A acusação sustenta que o influenciador assumiu o risco de matar ao dirigir em alta velocidade e sob efeito de substâncias, caracterizando dolo eventual. Além disso, ele teria deixado de prestar socorro, feito ameaças a uma das vítimas e fugido do local com ajuda de terceiros, o que agravou a situação.

Outros envolvidos no caso

O episódio também envolve a influenciadora Bia Miranda, que estava no carro no momento da colisão. Para ela, o Ministério Público propôs um acordo de transação penal por omissão de socorro, com pagamento de R$ 150 mil, valor que deverá ser destinado às vítimas e a uma entidade beneficente.

Bia Miranda e Gato preto (Reprodução/Redes Sociais)

Já um segurança que acompanhava o casal em outro veículo também foi citado. Ele teria ajudado na fuga e alterado a cena do acidente. No caso dele, foi oferecido um acordo de não persecução penal, com pagamento de indenização e cumprimento de medidas alternativas.

Relembre o caso e repercussão

O acidente envolvendo Gato Preto ganhou repercussão nacional não apenas pela violência da colisão, mas também pelos desdobramentos. Após a batida, o influenciador deixou o local sem prestar socorro e foi localizado horas depois pela polícia em sua residência.

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Imagens e relatos apontam que ele apresentava comportamento considerado inadequado diante da situação. Laudos toxicológicos indicaram o consumo de álcool, ecstasy e maconha antes da direção.

Com a denúncia formalizada e a manifestação da defesa, o caso entra agora em uma nova fase. Caberá à Justiça analisar as acusações, os argumentos apresentados e definir os próximos passos do processo.

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