O senador Cleitinho (Republicanos-MG) criticou Donald Trump por uma fala considerada blasfema, defendeu Jair Bolsonaro e afirmou que o ex-presidente é alvo de perseguição política. Ele também atacou o STF, admitiu possível candidatura ao governo de Minas, defendeu o fim da escala 6×1 e disse que mantém diálogo com o governo Lula.
Em entrevista concedida nesta terça-feira (14) ao Bacci Notícias, o senador Cleitinho (Republicanos-MG) comentou temas centrais da política nacional e internacional, criticou o presidente dos Estados Unidos, saiu em defesa de Jair Bolsonaro, fez ataques ao Supremo Tribunal Federal e admitiu a possibilidade de disputar o governo de Minas Gerais.

Críticas a Trump e postura religiosa
Ao comentar a polêmica envolvendo Donald Trump, Cleitinho afirmou que a crítica foi motivada por uma questão de fé e respeito religioso. Segundo ele, a publicação feita pelo ex-presidente ultrapassou limites.
“Qualquer cristão sabe que isso é blasfêmia”, disse.
O senador explicou que, apesar de já ter apoiado Trump em outras situações, não poderia concordar com esse tipo de atitude. “Um cristão não pode apoiar uma situação daquela, não, porque Jesus Cristo é um só”, afirmou. Ele ainda acrescentou que ninguém está acima da figura religiosa.
Cleitinho também ressaltou que o próprio Trump reconheceu o erro ao apagar a publicação. “Ele mostrou que todos nós estamos sujeitos a errar”, disse, destacando a importância da humildade na política.
Avaliação do cenário internacional
Ao avaliar o momento atual de Trump, o senador destacou ações que considera positivas, especialmente no combate a regimes autoritários.
Ele afirmou que o ex-presidente tem adotado medidas “assertivas” em relação a países como Venezuela e Irã, mas ponderou que declarações mais duras precisam ser feitas com cautela. “O líder político tem que ter sabedoria e humildade”, disse ao comentar episódios recentes.
Direita, conflitos internos e Bolsonaro
Sobre disputas dentro da direita, Cleitinho evitou tomar partido direto, mas deixou clara sua posição. “Eu tô do lado da direita”, afirmou, acrescentando que espera que os conflitos sejam resolvidos rapidamente para fortalecer o grupo político.
Ao comentar a prisão de Jair Bolsonaro, o senador foi enfático ao afirmar que considera a medida injusta: “Não é justa e nunca foi justa, não.”, disparou.
Ele argumentou que não houve tentativa de golpe e que o país segue com suas instituições funcionando normalmente. “Não teve nem a tentativa de golpe. Os três Poderes estão funcionando normalmente”, declarou.
Na avaliação do senador, o ex-presidente enfrenta perseguição política. “Hoje o Bolsonaro é um preso político”, afirmou.
Críticas ao STF e Alexandre de Moraes
Cleitinho também fez críticas diretas ao ministro Alexandre de Moraes. Segundo ele, o Senado deveria agir com mais firmeza diante de decisões do Judiciário.
“Se eu fosse presidente do Senado, já tinha que intimar ele”, disse, ao comentar o que considera um excesso de poder concentrado no Supremo.
Ele defendeu maior equilíbrio entre os Poderes e reforçou que o Legislativo precisa assumir protagonismo institucional.
Eleições em Minas e planos políticos
Questionado sobre uma possível candidatura ao governo de Minas Gerais, Cleitinho afirmou que a decisão será tomada com base na vontade popular: “Quem manda é o povo”.
O senador destacou que pesquisas indicam liderança em diferentes cenários. “Tem pesquisa que mostra 40%, 45%, até 50%”, afirmou. Segundo ele, caso esse cenário se mantenha, estará preparado para disputar o cargo.
Ele também mencionou que já há uma possibilidade de composição de chapa. “Hoje é o Falcão”, disse ao comentar sobre um possível vice.
Escala 6×1 e defesa do trabalhador
Um dos pontos mais enfáticos da entrevista foi a defesa do fim da escala 6×1. Cleitinho afirmou que atua diariamente pela pauta e criticou a postura de parlamentares contrários à proposta. “Eu trabalho isso todos os dias”, afirmou.
Ele destacou que já viveu essa realidade e conhece o impacto na vida dos trabalhadores. “Eu trabalhei nessa escala e eu sei o que é a realidade”, disse.
O senador também criticou o próprio Congresso. “Nenhum político tem moral pra falar que não pode acabar com a escala”, afirmou, acrescentando que muitos parlamentares não vivem a rotina do trabalhador comum.
Relação com Lula e posicionamento político
Apesar de se declarar de direita, Cleitinho afirmou que mantém diálogo com o governo federal quando necessário. “Eu sou, acima de tudo, democrático”, disse.
Ele ressaltou que está disposto a conversar em pautas que beneficiem Minas Gerais. “Qualquer coisa a favor do povo, eu vou dialogar e vou apoiar”, afirmou.
Por outro lado, descartou qualquer possibilidade de filiação ao PT. “Não. Eu tenho lado”, respondeu ao ser questionado sobre um possível convite.
Engajamento digital e atuação parlamentar
Ao responder críticas sobre atuação focada em redes sociais, o senador rebateu dizendo que seu trabalho é comprovado por resultados concretos. “Sou um dos senadores que mais propõe projetos”, afirmou.
Ele citou como exemplo uma proposta que isenta veículos mais antigos do pagamento de IPVA em Minas Gerais. “Mudei a vida de milhões de pessoas”, disse ao relatar impactos da medida.
Benefícios sociais e visão de Estado
Cleitinho afirmou que não é contra programas sociais, mas defendeu responsabilidade na execução dessas políticas. “O Estado serve pra isso”, disse.
Ele, no entanto, criticou privilégios dentro da política. “Que moral que o político tem pra falar que não pode ter benefício social?”, questionou, ao comparar auxílios recebidos por parlamentares com programas destinados à população.
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