Luiz Bacci criticou a prisão de MC Ryan SP por lavagem de dinheiro ao relembrar um caso de agressão contra mulher que, segundo ele, não teve punição. A fala gerou debate sobre prioridades da Justiça.

MC Ryan SP (Reprodução/Redes Sociais)
MC Ryan SP (Reprodução/Redes Sociais)

O apresentador Luiz Bacci comentou a prisão do funkeiro MC Ryan SP durante operação da Polícia Federal e fez críticas à condução de casos anteriores envolvendo o artista.

Durante seu comentário, Bacci relembrou um episódio exibido na televisão há cerca de dois anos, em que imagens de câmeras de segurança mostrariam o cantor agredindo a então companheira.

Crítica à falta de punição anterior

O apresentador destacou a gravidade do caso e afirmou que, apesar da repercussão, não houve consequências judiciais relevantes à época. “Eu mostrei as imagens. As câmeras de segurança mostraram ele espancando a mulher, com chutes, com a maior violência. E nada aconteceu”, disse.

Bacci chegou a afirmar que a situação poderia ter sido enquadrada como tentativa de homicídio, diante da intensidade das agressões.

Comparação com prisão atual

Ao comentar a operação que investiga lavagem de dinheiro, o jornalista questionou a rapidez da resposta das autoridades nesse tipo de crime. “Agora veio a notícia de uma suposta lavagem de dinheiro. Aí é cadeia na hora”, afirmou.

Para ele, há uma discrepância na forma como diferentes crimes são tratados no país.

“Brasil precisa priorizar a vida”

O apresentador ampliou a crítica ao sistema de Justiça e à política de segurança pública. “Enquanto o Brasil não priorizar a vida, enquanto o Brasil não colocar as pessoas em primeiro lugar, é difícil esse país crescer”, declarou.

Apesar das críticas, Bacci reconheceu a importância da operação conduzida pela Polícia Federal. “É claro que todos esses crimes que estão sendo investigados merecem punição, sim. O absurdo não é a operação de hoje”, disse.

Cobrança por combate à violência contra a mulher

O apresentador voltou a enfatizar o caso de agressão e cobrou maior rigor no enfrentamento à violência contra a mulher.

“O absurdo é o ataque contra a namorada, mãe do filho dele, não ter dado em absolutamente nada. E ainda dizem que é o país que quer combater o feminicídio. Como?”, questionou.

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