O advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, foi rejeitado pelo plenário do Senado Federal, nesta quarta-feira (29), para assumir uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

Jorge Messias foi rejeitado (Foto: Lula Marques / Agência Brasil)
Jorge Messias foi rejeitado (Foto: Lula Marques / Agência Brasil)

O advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, foi rejeitado pelo plenário do Senado Federal, nesta quarta-feira (29), para assumir uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

O resultado se destaca como um marco raro na política brasileira, já que essa é a primeira vez em 132 anos que um indicado do governo é vetado através de votação.

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Desde a indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o nome de Messias vem sofrendo com afronta da oposição. Mesmo assim, a expectativa era de que o advogado fosse aprovado para assumir a cadeira vaga na Corte.

Primeiro veto em 132 anos

O último episódio semelhante ocorreu em 1894, ainda no início da República, durante o governo de Floriano Peixoto, quando cinco nomes foram recusados.

Desde então, mesmo em cenários de forte tensão entre Executivo e Legislativo, prevalecia a tradição de aprovação dos indicados ao STF, o que reforça o peso político da decisão desta quarta-feira.

Votação

Por meio de votação secreta realizada no plenário da Casa Alta, Messias recebeu 34 votos favoráveis e 42 contrários.

Para ser aprovado, precisava atingir pelo menos 41 votos, o equivalente à maioria absoluta do Senado. A diferença apertada escancara o ambiente de divisão política e a dificuldade do governo em consolidar apoio suficiente dentro da Casa.

Terceira indicação de Lula

Messias foi o terceiro nome indicado por Lula ao STF no atual mandato. Antes dele, o Senado aprovou Cristiano Zanin e Flávio Dino, ambos hoje integrantes da Primeira Turma do STF.

A rejeição atual, porém, representa um revés político relevante para o governo, especialmente pela simbologia institucional e pelo impacto nas relações com o Congresso.

Composição do STF

Com o veto, o STF segue com uma cadeira vaga, que deverá ser preenchida em breve, a partir de nova indicação e processos semelhantes, como a sabatina realizada nesta quarta-feira.

A atual composição da Corte tem dez ministros, são eles:

  • Alexandre de Moraes
  • André Mendonça
  • Cármen Lúcia
  • Cristiano Zanin
  • Dias Toffoli
  • Edson Fachin
  • Flávio Dino
  • Gilmar Mendes
  • Luiz Fux
  • Nunes Marques

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