O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou, na quinta-feira (30), que o governo deve anunciar ainda nesta semana o aumento da mistura de biocombustíveis nos combustíveis fósseis, como diesel e gasolina.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou, na quinta-feira (30), que o governo deve anunciar ainda nesta semana o aumento da mistura de biocombustíveis nos combustíveis fósseis, como diesel e gasolina.

Lula tem interesse em proibir bets (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
A proposta prevê elevar a proporção de etanol na gasolina de 30% para 32%, além de aumentar o teor de biodiesel no diesel de 15% para 16%.
Durante declaração, Lula destacou o potencial do Brasil no uso de combustíveis sustentáveis.
“Se quiserem descarbonizar o planeta, o Brasil é uma alternativa. Com combustível provado, ainda essa semana vamos anunciar sair de 30% para 32% e sair de 15% para 16% no biocombustível. E de 1% em 1%, nós vamos convencer o mundo que se alguém quiser inventar combustível sustentável não precisa gastar pesquisa, venha no Brasil”, afirmou.
Testes e cronograma
O Ministério de Minas e Energia informou que pretende iniciar, já em maio, testes de viabilidade técnica para ampliar a mistura de biodiesel acima dos atuais 15%.
Segundo o diretor do Departamento de Biocombustíveis da pasta, Marlon Arraes, o objetivo é acelerar o cronograma previsto em lei.
“O Ministério tem um empenho com o início dos testes em maio. A gente quer e precisa fazer, sim, esses testes, o mais rapidamente possível”, disse.
Próximos passos
A proposta será analisada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), com reunião prevista para o dia 7 de maio.
O calendário legal já prevê o aumento gradual da mistura de biodiesel, com a implementação do B16 a partir de 2026 e avanço até B20 em 2030. No entanto, qualquer percentual acima de 15% depende da comprovação técnica por meio de testes.
Segurança e implementação
De acordo com o ministério, estudos anteriores já indicaram a viabilidade da mistura de etanol em níveis mais altos, o que embasa a nova proposta.
A pasta também afirmou que a segurança da implementação está garantida, seguindo critérios técnicos antes da ampliação definitiva dos percentuais.
