O velório de Igor Dante Santos, de 29 anos, e Ariane Anselmo Cortes, de 32, foi marcado por forte comoção neste sábado (2), no Rio de Janeiro. Grávida de seis meses, Ariane também perdeu o bebê após ser baleada durante um ataque na comunidade do Terreirão. Familiares, abalados, evitaram falar com a imprensa, mas pessoas próximas relataram que a jovem era dedicada aos estudos e havia se formado recentemente em Biomedicina, mesmo enfrentando dificuldades
Um casal foi morto a tiros na comunidade do Terreirão, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, na última quarta-feira (29). O homem, identificado como Igor Dante Santos, de 29 anos, foi atingido por vários disparos e morreu ainda no local.

Casal morre durante confronto de facções rivais enquanto buscava itens para chá de bebê (Foto: Reprodução/Redes sociais)
De acordo com as autoridades, há indícios de que ele tenha sido confundido por integrantes de uma facção, que o teriam associado, por engano, a um suposto integrante de milícia rival.
A esposa dele, Ariane Anselmo Cortes, de 32 anos, que estava grávida, chegou a ser socorrida e levada a uma unidade de saúde nas proximidades, mas não resistiu aos ferimentos. O bebê que ela esperava também não sobreviveu.
Familiares falam do casal
Durante o velório deste sábado (2) o clima foi de profunda comoção entre familiares e amigos do casal. Abalados, os parentes de Ariane optaram por não conceder entrevistas, sendo representados por pessoas próximas, que explicaram que a família não tinha condições emocionais de falar naquele momento.
Em entrevista ao SBT Rio, Taiane Tolentino, cunhada de Ariane, revelou que ela era conhecida por sua dedicação aos estudos e ao trabalho.
“Ariane sempre foi trabalhadeira, sempre estudou, sempre foi muito esforçada. Inclusive, se formou agora em dezembro em biomédica, fez biomedicina com muito custo, muita dificuldade, mas conseguiu se formar, estava fazendo estágio. Mesmo grávida, não tinha deixado para trás o estágio da faculdade, estava terminando para pegar o CRMO dela”. disse a cunhada
Em seguida Taiane afirmou que o bebê seria o primeiro de Igor:
“Há dois anos, ia ser o primeiro filhinho dele, do Igor, que inclusive era o sonho dele, ter um filho, ele escolheu o nome, ela deixou, ela escolheu o nome, se fosse menina, ia ser Catarina, menino, o filhinho dela de dez anos que escolheu, que no caso é o nosso Matheus, que infelizmente também veio a óbito”, contou.
A tragédia se torna ainda mais dolorosa porque, neste sábado, estava previsto o chá de bebê do casal, que também celebraria o aniversário de Ariane. Grávida de seis meses, ela esperava um menino que se chamaria Matheus, nome escolhido em família. O bebê também não sobreviveu após ser atingido ainda no ventre da mãe.
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Polícia busca identificar autores do ataque
As investigações seguem em andamento com o objetivo de identificar os responsáveis pelo ataque. A principal linha apurada pela polícia indica que o homem pode ter sido morto após ser confundido com um integrante de milícia, em meio à disputa constante entre traficantes do Comando Vermelho e grupos milicianos que atuam na região.
No entanto, os agentes não descartam outras hipóteses, incluindo a possibilidade de ele ter sido diretamente visado por criminosos. Familiares contestam qualquer ligação da vítima com atividades ilícitas.
Em depoimentos emocionados, parentes afirmam que ele sempre teve uma vida dedicada ao trabalho e aos estudos, sendo conhecido por sua conduta correta e por manter distância de qualquer envolvimento com o crime. A versão de que ele teria sido confundido reforça a linha de investigação adotada até o momento.
Informações preliminares também apontam que um criminoso identificado como Patrick Cândido dos Santos, conhecido pelo apelido de “PTK”, pode ter ordenado o ataque, hipótese que ainda é apurada pelas autoridades.
A tragédia deixou familiares e amigos profundamente abalados. Pessoas próximas relembram a história do casal, marcada por anos de convivência e afeto desde a juventude. Em meio à dor, o sentimento é de perplexidade e dificuldade para expressar a dimensão da perda, em mais um episódio de violência que impacta diretamente a vida de inocentes no Rio de Janeiro.
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