A empresa Química Amparo, proprietária da marca Ypê, precisou recolher lotes de produtos possivelmente contaminados com a bactéria Pseudomonas aeruginosa, conforme determinação da Anvisa.
A empresa Química Amparo, proprietária da marca Ypê, precisou recolher lotes de produtos possivelmente contaminados com a bactéria Pseudomonas aeruginosa, conforme resolução publicada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), nesta quinta-feira (07).

Lotes de Ypê serão recolhidos (Foto: Reprodução)
No entanto, não é a primeira vez que a fábrica, localizada em Amparo, no interior de São Paulo, é notificada por irregularidades.
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Fiscais pontuaram falta de higiene
Fiscais que realizaram inspeção na fábrica que motivou o fechamento de uma linha de produção relataram ter encontrado problemas de higiene e a suposta contaminação da água por conta do esgoto.
Determinados produtos como detergentes lava-louças, sabões líquidos para roupas e desinfetantes de lotes contaminados devem ter seu uso suspenso por consumidores imediatamente, devido aos riscos para a saúde.
Contaminação favorável
Segundo o diretor do Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo (CVS), Manoel Lara, a decisão pela interrupção operacional se deu após a marca Ypê não resolver os problemas de higiene constatados inicialmente durante outra visita, em novembro de 2025.
“Na inspeção foram detectadas falhas nas boas práticas de processamento de produtos. Tinha tanto falhas documentais quanto falhas relacionadas à questão de higiene e limpeza das áreas de produção. De alguma forma, essas falhas poderiam estar ligadas a essa contaminação”, contou Lara.
“Tinha acúmulo de sujidades no ambiente, no piso, em cima de tubulações e máquinas, com poeira, o que demonstrava uma falha na questão de limpeza”, completou.
Problema para a produção
A linha de produção interrompida tem capacidade para fabricar 23 mil toneladas de detergente e 33 mil toneladas de lava-roupa líquido por ano. Até o momento, não se sabe a quantidade de produtos que deverão ser recolhidos.
O secretário de comunicação de Amparo, Luiz Crescenzo, afirmou que a Ypê ainda poderá questionar a decisão. “Agora a empresa tem dez dias para impetrar um recurso, se quiser. Se o recurso não apresentar argumentos suficientes para negar a violação das boas práticas de produção identificadas pela Anvisa, é possível que se determine uma multa”, disse.
Ypê se posicionou
Em comunicado, a marca afirmou que acredita na possibilidade de reverter a suspensão da linha de produção. “A Ypê esclarece que possui fundamentação científica robusta, baseada em testes e laudos técnicos independentes, atestando que seus produtos das categorias lava-louças, lava-louças concentrado, lava-roupas líquido, e desinfetante são seguros e não representam qualquer risco ao consumidor”, diz.
“A empresa mantém diálogo contínuo e colaborativo com a Anvisa e, com a apresentação de informações e evidências técnicas adicionais, confia plenamente na reversão da decisão no menor prazo possível.”, conclui.
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