A Polícia de Quirinópolis investiga um cenário de horror e barbárie que apavora a população local: o desaparecimento sistemático de animais de rua e a suspeita de abate para consumo humano. Denúncias apontam que uma mulher, supostamente usuária de entorpecentes, estaria executando cães nos bairros Hélio Leão, Eldorado e Parque Primavera para comercializar a carne na vizinhança. O caso ganhou repercussão após restos mortais, incluindo a cabeça e vísceras de um animal, serem encontrados em um lote baldio, acendendo um alerta máximo para a saúde pública e para a crueldade contra os animais na região.

Polícia investiga denúncia de venda de carne de cachorro

A Polícia Civil de Goiás investiga uma denúncia sobre o paradeiro de dezenas de animais comunitários que sumiram sem deixar rastros nos últimos dias no município de Quirinópolis. A rotina de voluntários e protetores transformou-se em pesadelo após a localização de carcaças em terrenos baldios, com sinais claros de processamento doméstico.

O estado dos restos mortais encontrados sugere que os animais foram submetidos a um abate clandestino para a retirada da carne, o que configura crime ambiental e grave risco sanitário.

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Relato da carne oferecida na vizinhança

O detalhe mais alarmante do inquérito envolve a tentativa de comercialização direta do produto, conforme revelou o Metrópoles. Uma moradora relatou que a suspeita, conhecida na região como “Cidoca” ou “Cidinha”, foi até a residência de sua mãe oferecendo o alimento como se fosse de origem bovina.

A família chegou a adquirir o produto, mas o descarte foi imediato após notarem que a textura e a coloração não correspondiam aos padrões de mercado.

“Na hora percebemos que não era vaca”, relatou uma testemunha à polícia.

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Nas redes sociais, o clima é de revolta absoluta. Internautas e protetores de animais cobram uma postura rigorosa das autoridades de segurança. Há um temor crescente de que a carne de origem criminosa já tenha sido inserida na cadeia de consumo local através de espetinhos ou salgados vendidos a preços muito abaixo do mercado, colocando em xeque a fiscalização sanitária da cidade.

Tipificação do Crime e Provas

O caso foi registrado oficialmente como maus-tratos a animais com resultado morte. Os investigadores agora buscam identificar se a mulher agia de forma isolada ou se existe uma rede de abate clandestino operando na região.

O boletim de ocorrência revela que há cerca de três meses começou a notar o sumiço gradual dos cães que costumavam circular pela região.

Além do suposto comércio da carne, vizinhos relatam terem ouvido latidos intensos e sons de agonia durante a noite, o que pode indicar que os animais eram mantidos em cativeiro antes da execução.

Com a denúncia, o caso foi registrado como maus-tratos a animais com resultado morte, previsto na Lei de Crimes Ambientais.

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