O governo Lula lançou o Programa Brasil contra o Crime Organizado, que prevê medidas de segurança máxima em 138 presídios estaduais. O plano inclui investimento de R$ 330,6 milhões em drones, bloqueadores de celulares, raio-x e operações para impedir a atuação de facções criminosas dentro das prisões.

Lula já demonstrou insatisfação antes dos EUA oficializarem decisão (Foto: Gustavo Moreno / STF)
Lula já demonstrou insatisfação antes dos EUA oficializarem decisão (Foto: Gustavo Moreno / STF)

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta terça-feira (12), no Palácio do Planalto, o Programa Brasil contra o Crime Organizado, iniciativa que prevê a implementação de um “padrão de segurança máxima” em 138 presídios estaduais espalhados pelas 27 unidades da federação.

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A proposta do Ministério da Justiça e Segurança Pública é replicar nos estados parte do modelo adotado no Sistema Penitenciário Federal para dificultar a atuação de lideranças criminosas dentro das unidades prisionais.

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Segundo o governo federal, os presídios contemplados foram definidos com base em critérios técnicos. Até o momento, no entanto, não foi divulgada a lista das unidades que receberão as medidas.

Programa prevê investimento de R$ 330 milhões

O plano prevê investimento de R$ 330,6 milhões em equipamentos e ações de reforço à segurança nos presídios estaduais.

Entre os itens previstos estão a compra de 45 drones, 45 kits de varredura, 138 aparelhos de raio-x e 138 veículos, que serão distribuídos às unidades selecionadas.

Além disso, o programa também prevê ampliação das operações de retirada de celulares, armas e drogas dos presídios, além da aquisição de bloqueadores de sinal para impedir comunicações clandestinas.

Governo quer isolar lideranças criminosas

Durante o lançamento do programa, o secretário nacional de Políticas Penais, André de Albuquerque Garcia, afirmou que o objetivo é impedir que chefes de facções continuem comandando ações criminosas de dentro das prisões.

“É preciso assegurar o isolamento qualificado dessas lideranças, impedir a comunicação clandestina e cortar os vínculos que hoje permitem a continuidade da ação criminosa fora dos muros dessas prisões”, declarou.

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