Fábio Porchat ironizou a tentativa da Alerj de declará-lo “persona non grata” no Rio de Janeiro. O humorista afirmou estar “orgulhoso” por incomodar deputados e criticou a prioridade dos parlamentares diante dos problemas reais do estado. O projeto, motivado por piadas religiosas e críticas políticas, ainda será votado em plenário.

Fábio Porchat debocha de projeto de lei para torná-lo 'persona non grata' no Rio (Foto: Reprodução)
Fábio Porchat debocha de projeto de lei para torná-lo 'persona non grata' no Rio (Foto: Reprodução)

Após ser alvo de um projeto de lei criado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro para torná-lo “persona non grata” no estado, o ator e apresentador Fábio Porchat debochou da situação.

Ele postou um vídeo no Instagram, no final da tarde desta quinta-feira (14), no qual reagiu com bom humor e afirmou que se sentiu “honrado” por ter sido “lembrado” pelos deputados.

Detalhes do deboche de Fábio Porchat

No vídeo, Fábio Porchat afirmou que havia sido avisado da situação há pouco e aproveitou para fazer críticas aos políticos que, segundo ele, deveriam estar se preocupando com problemas mais sérios.

“Gente, eu acabei de saber que eu fui considerado persona non grata pela Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Galera, olha, eu tenho mais de 20 anos de carreira, eu já ganhei prêmio, mas nunca pude imaginar que eu fosse conseguir chegar nesse lugar: deputado chateado comigo. É um negócio que enche o meu peito de orgulho. Estou até meio tremendo”, brincou.

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“Eu quero agradecer a muita gente que me fez chegar até aqui. Ao Porta dos Fundos, ao meu pai, à minha mãe, mas especialmente a todos os deputados que podiam estar debatendo segurança pública do Rio, quem vai ser governador, podiam estar atrás de milícia, tentando levar saneamento básico para as comunidades. Mas não, eles estão pensando em mim”, completou.

Projeto de lei

O projeto de lei foi apresentado pelo deputado estadual Rodrigo Amorim (PL-RJ) e aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Agora, a proposta aguarda ser votada em plenário.

A justificativa do projeto alega que o apresentador tem feito esquetes com temas religiosos, além de um vídeo em que aparece xingando o ex-presidente Jair Bolsonaro.

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“Eu também sei que esse é só o primeiro passo, que agora ainda vai para o plenário. Eu preciso de 41 votos. Fica aqui meu apelo: por favor, pensem com carinho, me deem essa chance. Eu prometo que vou fazer justiça, vou continuar fazendo os vídeos de comédia sempre”, finalizou o humorista.

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