A Polícia Civil do Amazonas encontrou, no sábado (16), restos mortais de um ex-policial militar desaparecido desde 2019 em Manaus. O principal suspeito do crime foi preso após confessar o homicídio.

José Moura Maciel. (Reprodução / Portal Encontro das Águas)
José Moura Maciel. (Reprodução / Portal Encontro das Águas)

A Polícia Civil do Amazonas encontrou, no sábado (16), restos mortais de um ex-policial militar desaparecido desde 2019 em Manaus. O principal suspeito do crime foi preso após confessar o homicídio.

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Gabriel Maciel. (Reprodução | Denivaldo Oliveira / AM Post)

Segundo a Polícia Civil do Amazonas, os restos mortais estavam dentro de uma cacimba localizada no terreno onde o filho do policial morava, no bairro Nova Esperança, Zona Norte da capital amazonense.

As buscas foram realizadas com apoio do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas em uma área abandonada com grande quantidade de entulhos. O nome do ex-policial militar não foi divulgado oficialmente.

De acordo com o delegado Gerson Oliveira, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros, o próprio filho da vítima, identificado como Gabriel Maciel confessou o crime à madrasta durante a madrugada do sábado. Conforme o relato, ele teria assassinado o pai para furtar armas pertencentes ao ex-militar.

Suspeito enterrou corpo no quintal

Ainda segundo a investigação, o suspeito teria enterrado o corpo no quintal da residência após uma visita feita pela vítima ao local. Na manhã deste sábado, Gabriel chegou a acompanhar os policiais até o imóvel e indicou o ponto onde o corpo teria sido ocultado.

A polícia informou que o desaparecimento do ex-PM havia sido registrado em 2019, quando familiares procuraram as autoridades após perderem contato com ele. Na época, diligências chegaram a ser realizadas, mas o caso não havia sido solucionado.

As investigações apontam ainda que Gabriel estaria em situação de rua e seria usuário de drogas. A Polícia Civil também apura a possível participação de outras pessoas no crime. Segundo os investigadores, o suspeito teria compartilhado imagens das armas do pai antes do assassinato, despertando interesse de terceiros nos armamentos.

Conforme a apuração, após o homicídio, o corpo teria sido colocado em uma rede e enterrado em uma cova circular no quintal da residência. O caso segue sob investigação da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros.

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