O policial civil Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos, foi um dos quatro agentes mortos durante a recente megaoperação contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro. A tragédia pessoal é marcada pelo fato de ele ter concluído sua formação há apenas 40 dias, conforme revelado. O secretário de Polícia Civil detalhou que Cabral estava sob “situação de cerco” e agiu com seu “espírito de vocação” para auxiliar colegas no momento crítico.

Rodrigo Velloso Cabral || Reprodução: Redes Sociais
Rodrigo Velloso Cabral || Reprodução: Redes Sociais

O policial civil Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos, foi uma das quatro vítimas fatais entre os agentes de segurança durante a Operação Contenção deflagrada contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro. Cabral havia concluído sua formação na corporação há apenas 40 dias, atuando por um período extremamente curto antes de ser morto.

Ao comentar a situação do agente, o secretário Felipe Curi detalhou o cenário de perigo enfrentado. O secretário destacou que Cabral estava em um momento crítico da ação, agindo em auxílio aos colegas:

Esse policial estava numa situação de cerco, mas a situação no momento se agravou muito. E ele foi, no seu espírito de vocação de policial, no sentido de ajudar os seus outros colegas que estavam numa situação crítica”, comentou o secretário Felipe Curi em entrevista ao Fantástico no último domingo(02).

Aos 34 anos de idade, e, com 40 dias atuando como policial, Cabral era casado e tinha uma filha. Nas redes sociais, Rosi Correa compartilhou como foi passar 17 anos ao lado dele:

Minha vida , era assim q a gente se chamava 💔

Hoje, a dor da sua ausência é imensurável e nos rasga a alma, mas preciso encontrar forças para te dizer adeus e honrar a memória de quem você foi: um herói em sua profissão e um gigante em nossa vida.
Foram 17 anos de caminhada lado a lado, desde que éramos apenas dois adolescentes de 15 anos. 17 anos construindo nosso mundo, nosso ninho. Você foi o meu primeiro e único grande amor, o melhor amigo, o marido que me fazia sentir a mulher mais amada e segura do mundo. Tínhamos uma vida inteira pela frente, cheia de planos que agora se transformam em saudade.
Sua dedicação como Policial Civil era a prova do seu coração corajoso. Você partiu cumprindo sua missão de proteger a sociedade, e isso é um legado de bravura que jamais será esquecido. Você era um homem de princípios, de fibra e de uma coragem que inspirava a todos.
Mas o que mais me conforta é saber a pessoa que você era dentro de casa. Você foi o melhor pai que nossa filha poderia ter. O pai carinhoso, presente, que ensinava com paciência, que brincava com a energia de uma criança, e que a olhava com um orgulho que iluminava seu rosto. Ela era seu mundo, seu maior amor, e em cada gesto seu ela sentiu isso. Olho para ela, e vejo a sua luz, o seu sorriso, a sua força.
Você nos deixou o amor mais puro e a certeza de que fomos profundamente felizes. Sua partida deixa um buraco que não será preenchido, mas levaremos seu nome, seu caráter e seu amor conosco, todos os dias. Você vive em mim, vive nela, vive nas nossas lembranças.
Obrigada por cada dia, cada risada, cada abraço e por ter sido o nosso porto seguro. Descansa em paz, meu guerreiro. Você cumpriu sua missão.
Nós te amaremos para sempre, meu marido, meu herói, meu eterno amor.
Com amor eterno,
Sua esposa e sua filha.

Rodrigo Velloso Cabral e família || Reprodução: Redes Sociais

Rodrigo Velloso Cabral e família || Reprodução: Redes Sociais

Além de Rodrigo Velloso Cabral, morreram o inspetor Marcos Vinícius Cardoso de Carvalho, de 51 anos, e os sargentos da PM Cleiton Serafim Gonçalves, de 42, e Heber Carvalho da Fonseca, de 39.

Em atualização* 

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