Um apartamento com aproximadamente 400 gatos virou alvo de investigação em Concórdia, no Oeste de Santa Catarina, após denúncias sobre maus-tratos e condições insalubres no imóvel. O caso mobilizou a Prefeitura, o Ministério Público do estado  e ONGs de proteção animal.

Foto: Reprodução / ONG Con Animal.
Foto: Reprodução / ONG Con Animal.

Um apartamento com aproximadamente 400 gatos virou alvo de investigação em Concórdia, no Oeste de Santa Catarina, após denúncias sobre maus-tratos e condições insalubres no imóvel. O caso mobilizou a Prefeitura, o Ministério Público do estado  e ONGs de proteção animal. 

Cerca de 400 gatos foram encontrados vivendo dentro de um apartamento em Concórdia, no Oeste de Santa Catarina. Foto: Reprodução / ONG Con Animal.

Segundo a responsável pela ONG Con Animal, Ana Cristina Preis, o cenário encontrado no local é alarmante. “Para resumir: está um horror”, afirmou.

Animais apresentam doenças e ferimentos

De acordo com a ONG, diversos animais estão doentes e sem condições adequadas de sobrevivência. Entre os problemas identificados estão verminoses, pulgas, piolhos, diarreia, emagrecimento extremo e feridas na boca que dificultam até a alimentação dos gatos.

“Tem filhotes, adultos, vários com feridas na boca que não conseguem comer e acabaram morrendo”, relatou Ana Cristina.

Segundo ela, alguns animais morreram recentemente dentro do apartamento.

Denúncias eram feitas há anos

A situação dos 400 gatos já era conhecida por protetores independentes e autoridades ambientais há bastante tempo. Em setembro de 2025, uma contagem da Secretaria de Meio Ambiente identificou 424 gatos vivendo no imóvel.

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Segundo Ana Cristina, clínicas veterinárias chegaram a oferecer castrações gratuitas e apoio para adoção, mas a tutora recusava ajuda.

“A cuidadora não aceita castrar, nem doar. Muitas clínicas ofereciam tudo de graça e ela não levava os animais”, afirmou.

Gatos precisarão passar por tratamento

Atualmente, parte dos gatos já começou a receber atendimento veterinário emergencial em duas clínicas da cidade. A ONG agora tenta arrecadar recursos para custear tratamentos, medicamentos e alimentação dos animais.

“Precisamos de ajuda financeira porque os atendimentos já começaram e os veterinários precisam ser pagos”, explicou a responsável.

Apesar da repercussão do caso, a ONG alerta que muitos animais não são domesticados e exigirão adaptação antes de uma possível adoção.

“Tem gato assustado, tem gato arisco. Não são gatinhos mansinhos”, destacou Ana Cristina.

Ela também afirmou que teme adoções impulsivas motivadas apenas pela aparência dos animais.

“Como são gatos bonitos, muita gente vai querer. Mas não dá para doar para qualquer um. Tem que ter responsabilidade”, disse.

Tutora ainda resiste à retirada dos animais

Mesmo após reuniões envolvendo o Ministério Público, a retirada dos gatos ainda enfrenta dificuldades. Segundo a ONG, a tutora apresenta comportamento acumulador e continua resistindo à retirada dos animais do apartamento.

“Ela é acumuladora. Até agora não colabora. E sem colaboração fica muito difícil conseguir tirar os gatos e começar as adoções”, concluiu Ana Cristina.

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