Uma das mulheres presas pelo assassinato de Neil Corrêa da Silva, de 65 anos, confessou que matou 10 cachorros durante a fase de testes na produção do veneno usado no crime. A serial killer, Ana Paula Veloso, foi contratada pela filha da vítima, Michele Paiva da Silva, que foi presa nesta quinta-feira (9) como mandante.
Uma das mulheres presas pelo assassinato de Neil Corrêa da Silva, de 65 anos, confessou que matou 10 cachorros durante a fase de testes na produção do veneno usado no crime. A serial killer, Ana Paula Veloso, foi contratada pela filha da vítima, Michele Paiva da Silva, que foi presa nesta quinta-feira (9) como mandante.
O delegado Halisson Ideiao, que acompanha o caso, informou que agentes encontraram o agrotóxico terbufós, uma substância mais leve que o chumbinho, na residência de Ana Paula Veloso. O delegado classificou Ana Paula como uma “psicopata”.
Por ter conhecimento na área da saúde, a serial killer testou a substância para garantir a eficácia do envenenamento.
“Ela confessa que chegou a matar 10 cachorros com esse veneno testando o método, o tempo. Ela sabia exatamente quanto tempo, a dosagem, o que ia acontecer com as pessoas que consumiam aquilo que era oferecido por ela”, afirmou o delegado Halisson Ideiao.
O delegado veio de São Paulo para acompanhar a exumação do corpo de Neil Corrêa da Silva, que morreu em abril deste ano após consumir uma feijoada, em um crime encomendado pela filha.
Crime contou com a participação de pelo menos três mulheres, incluindo a filha da vítima:
- Ana Paula Veloso Fernandes é acusada de outros três homicídios por envenenamento em São Paulo e, por isso, é definida pela polícia como “serial killer”. Ela foi presa preventivamente em julho.
- Michele Paiva da Silva, filha da vítima e estudante de Direito, é a mandante do crime.
- Roberta Cristina Veloso, irmã gêmea de Ana Paula, também foi presa temporariamente em agosto, acusada de ter participado indiretamente do homicídio.
Valor pelo crime
A DHBF revelou que Ana Paula cobrou R$ 4 mil para executar o assassinato. No entanto, Michele, que se conheceu com a serial killer na faculdade de Direito, pagou efetivamente R$ 1,4 mil, após descontar um empréstimo que havia feito à amiga.
Veja mais: