A pré-campanha de Flávio Bolsonaro acionou a Justiça para tentar suspender a pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta terça-feira (19), que apontou queda de seis pontos do senador em um eventual segundo turno contra Lula. O grupo alega que o questionário induziu respostas negativas ao associar o pré-candidato ao escândalo envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master.
A pré-campanha do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) pediu a suspensão da pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta terça-feira (19), após o levantamento apontar queda de seis pontos percentuais nas intenções de voto do parlamentar em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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Flávio visitou Bolsonaro na Papudinha (Foto: Reprodução / CNN)
Segundo a representação apresentada pela equipe do senador, o questionário utilizado pelo instituto teria sido elaborado de maneira a induzir os entrevistados a uma percepção negativa sobre Flávio Bolsonaro.
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De acordo com a campanha, houve associação direta entre o pré-candidato, o banqueiro Daniel Vorcaro e o escândalo envolvendo o extinto Banco Master, o que teria contaminado as respostas dos eleitores.
Campanha questiona formato do levantamento
O questionamento ocorre após a divulgação de um áudio em que Flávio Bolsonaro aparece pedindo dinheiro ao então banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A pesquisa ouviu 5.032 eleitores entre os dias 13 e 18 de maio, período em que o caso ganhou repercussão nacional. Segundo o levantamento, 95,6% dos entrevistados afirmaram ter tomado conhecimento do conteúdo divulgado.
Conforme o questionário registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os participantes foram submetidos a 48 perguntas ao longo da pesquisa.
Na etapa final, os entrevistados assistiram a um vídeo com o áudio envolvendo Flávio Bolsonaro e Vorcaro. O sistema permitia que os eleitores arrastassem a avaliação para a direita, caso tivessem percepção mais positiva, ou para a esquerda, caso a reação fosse negativa.
O material exibia imagens de Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro para ilustrar o diálogo.
Pré-campanha fala em “manipulação”
Na ação, a equipe do senador afirma que a pesquisa ultrapassou o limite de medição da opinião pública e passou a influenciar diretamente a percepção dos entrevistados.
“A pesquisa revela precedente manipulativo grave e deixou de observar a neutralidade esperada em levantamentos eleitorais destinados à divulgação pública”, sustenta a defesa.
Os advogados da pré-campanha afirmam ainda que o levantamento apresentou “estímulos capazes de influenciar a percepção do entrevistado antes de perguntas sobre imagem, rejeição e viabilidade eleitoral”.
Além do pedido de suspensão da divulgação da pesquisa, a representação também solicita apuração de possível prática de crime eleitoral.
Pesquisa mostrou queda de Flávio
O levantamento Atlas/Bloomberg mostrou que Flávio Bolsonaro caiu de 47,8% para 41,8% das intenções de voto em um cenário de segundo turno contra Lula, que apareceu com 48,9%.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06939/2026, possui nível de confiança de 95% e margem de erro de um ponto percentual, para mais ou para menos.
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