Marcola afirmou estar “surpreso e indignado” com a Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro do PCC envolvendo uma transportadora e repasses para Deolane Bezerra. Segundo a defesa, o líder da facção nega conhecer a influenciadora, rejeita participação no esquema e diz estar incomunicável desde 2019 em presídio federal.

Após operação, defesa de Marcola afirma que ele não conhece Deolane

O líder do PCC, Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, afirmou estar “surpreso e indignado” com a Operação Vérnix, conduzida pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de São Paulo. A declaração foi divulgada pelo advogado do criminoso, Bruno Ferullo, após visita realizada na Penitenciária Federal de Brasília.

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Deolane Bezerra

Segundo a defesa, Marcola foi informado na tarde de segunda-feira (25) sobre a investigação que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo familiares dele e a influenciadora digital Deolane Bezerra.

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Defesa diz que Marcola desconhece Deolane

De acordo com o advogado, o chefe da facção afirmou não conhecer Deolane Bezerra nem outro investigado citado no inquérito.

“Diante das informações apresentadas, Marco manifestou surpresa e indignação, declarando desconhecer os investigados Deolane e Everton, afirmando que seu único vínculo com o caso se restringe ao parentesco com seus sobrinhos Leonardo e Paloma e com seu irmão Alejandro”, afirmou Bruno Ferullo.

A defesa também informou que Marcola negou qualquer envolvimento com os fatos investigados e disse não possuir ligação com a transportadora apontada pela polícia como peça-chave do esquema.

Líder do PCC nega envolvimento com empresa investigada

Segundo o advogado, Marcola afirmou não ser dono, direta ou indiretamente, da transportadora mencionada na investigação e contestou até mesmo o apelido atribuído a ele pela autoridade policial.

Ferullo declarou que o cliente negou possuir o vulgo “Narigudo”, citado no inquérito.

A Operação Vérnix investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro do PCC por meio de uma transportadora em São Paulo. Segundo a investigação, a empresa seria usada para movimentar recursos do crime organizado e realizar repasses mensais para Deolane Bezerra.

Conversas extraídas de celulares e extratos bancários fazem parte do material reunido pela polícia.

“Incomunicável desde 2019”, diz advogado

A defesa também destacou que Marcola afirmou estar incomunicável desde 2019, período em que passou a cumprir pena em penitenciárias federais de segurança máxima.

Segundo o advogado, o líder da facção não possui acesso a notícias, vive sob rígido controle de rotina e tem horários limitados até para banho de sol: “Marcola afirmou estar incomunicável desde 2019, quando virou custodiado de penitenciária de segurança máxima federal”, disse Ferullo.

Investigação segue em andamento

A Operação Vérnix segue em andamento e apura possíveis conexões financeiras entre integrantes do PCC, familiares de Marcola e pessoas ligadas ao meio artístico e digital.

Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes sobre eventuais denúncias formais ou novos pedidos judiciais relacionados ao caso.

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