A Polícia Civil identificou Francisco Rubens Souza Cruz, motorista da produtora Damassaclan, entre os corpos encontrados em um cemitério clandestino em Heliópolis, na zona sul de São Paulo. O cantor Jonas Barros de Oliveira também está entre as vítimas. A polícia investiga possível ligação com o “tribunal do crime”.
A Polícia Civil de São Paulo confirmou, nesta quinta-feira (28), a identidade da segunda vítima encontrada em um cemitério clandestino na comunidade de Heliópolis, na Zona Sul da capital paulista.

Carro da Polícia Civil (Foto: PCSP/Divulgação/Agência Brasil)
Trata-se de Francisco Rubens Souza Cruz, motorista da produtora de funk Damassaclan.
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Cantor já havia sido identificado
A primeira vítima identificada foi o cantor Jonas Barros de Oliveira, reconhecido na terça-feira (28). Os corpos foram localizados na segunda-feira (25) por agentes da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo em uma área de vegetação.
No local, também foram encontrados uniformes ligados à produtora.
Outros dois corpos seguem sem identificação
As autoridades ainda trabalham para identificar os outros dois corpos encontrados no terreno. Uma das hipóteses investigadas é que uma das vítimas seja Werlen Moitinho Vieira, também funcionário da Damassaclan.
Segundo apuração do portal Metrópoles, familiares não reconheceram Werlen oficialmente entre os mortos, mas afirmaram que um dos corpos usava roupas pertencentes ao gerente.
A quarta vítima, segundo os investigadores, estaria enterrada há mais tempo e pode não ter relação com o caso principal.
Funkeiro teria sido ameaçado de morte
Uma testemunha contou à polícia que Jonas desapareceu na tarde de sexta-feira (22). De acordo com as investigações, o cantor teria recebido ameaças após se recusar a fechar contrato com outra produtora musical.
A suspeita é de que ele tenha sido executado pelo chamado “tribunal do crime”, prática atribuída ao crime organizado.
Motorista desapareceu após entrar em carro preto
Outra testemunha relatou que Francisco foi chamado para “trocar uma ideia” com um homem dentro de um carro preto no mesmo dia do desaparecimento.
Desde então, ele não foi mais visto.
Na tentativa de localizar o motorista, amigos descobriram que Werlen, considerado um dos melhores amigos de Francisco, também havia desaparecido no dia anterior e não respondia mais mensagens.
DHPP investiga o caso
O caso foi registrado inicialmente como homicídio no 95º Distrito Policial, em Heliópolis. As investigações foram encaminhadas ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, que apura as circunstâncias das mortes e tenta identificar os demais corpos encontrados no local.
A polícia trabalha com suspeita de envolvimento do crime organizado.
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