A Petrobras anunciou aumento de R$ 0,48 por litro no preço da gasolina A para as distribuidoras. O acréscimo, anunciado nesta quinta-feira (28), deve causar impacto no preço final do combustível para os consumidores.
A Petrobras anunciou, nesta quinta-feira (28), um reajuste de R$ 0,48 por litro no preço da gasolina A para as distribuidoras. O novo aumento deverá causar impacto direto para os consumidores finais.

Combustível deve ficar mais caro (Foto: Freepik)
A petrolífera também divulgou o acréscimo de um desconto no valor de R$ 0,44 por litro, resultando em um aumento efetivo de somente R$ 0,04 no litro do combustível.
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Gasolina A
Gasolina A é o combustível vendido em sua forma pura da refinaria às distribuidoras. Antes de chegar ao consumidor, ela ainda passa por uma adição de etanol anidro, se transformando na gasolina C, comercializada nos postos de combustíveis.
Desconto no preço
Apesar do aumento no preço repassado às distribuidoras, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou, na última segunda-feira (25), um subsídio que abaterá cerca de 92% do valor acrescido.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) será responsável por suprir os R$ 0,44 por litro para produtores e importadores de gasolina.
A medida terá duração de dois meses, com o objetivo de suprir a escassez do combustível desde o início de março, em decorrência dos conflitos no Oriente Médio que atrapalharam a comercialização da commodity.
Petrobras estima aumento
Com base na composição da gasolina C, de 70% gasolina A e os outros 30% etanol, a Petrobras estima aumento de R$ 0,03 por litro para o consumidor final, atingindo um novo preço de R$ 1,83.
“Considerando que a gasolina C vendida nos postos é obtida a partir da mistura obrigatória de 70% de gasolina A e 30% de etanol anidro, a parcela da Petrobras na composição do preço final passará dos atuais R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro, um aumento residual de no máximo R$ 0,03 a cada litro de gasolina C vendida nas bombas”, informou a empresa em nota.
Pressão sobre preço do petróleo
Desde o início no conflito envolvendo Irã e o Estreito de Ormuz, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, já havia revelado a possibilidade de aumento no preço final do combustível, embora a petrolífera tenha sinalizado favorável à manutenção momentânea dos preços.
“Acreditamos que a isenção de PIS e Cofins é suficiente para nós darmos respostas ao nosso investidor público e privado. [O projeto] abre margem para o reajuste de preços da Petrobras, mas não para o consumidor”, explicou Chambriard à época.
Influência da guerra
Nesta quinta-feira, o barril do brent de petróleo, referência mundial para a commodity, está cotado a R$ 92,50, cerca de 32% mais caro do que a cotação de 28 de fevereiro, data em que se iniciou o conflito entre Irã e Estados Unidos.
Segundo a imprensa norte-americana, Washington e Teerã negociam um novo cessar-fogo, com duração de 60 dias. Até o momento, o acordo ainda não foi assinado.
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