O grave acidente sofrido por Michael Schumacher enquanto esquiava nos Alpes Franceses, em 2013, voltou aos holofotes após novos relatos divulgados pelo jornal francês L’Équipe. Socorristas, médicos e funcionários do hospital responsável pelo atendimento do heptacampeão detalharam como foi a operação de resgate e o clima de tensão nos bastidores.

Foto: Redes Sociais.
Foto: Redes Sociais.

O grave acidente sofrido por Michael Schumacher enquanto esquiava nos Alpes Franceses, em 2013, voltou aos holofotes após novos relatos divulgados pelo jornal francês L’Équipe. Socorristas, médicos e funcionários do hospital responsável pelo atendimento do heptacampeão detalharam como foi a operação de resgate e o clima de tensão nos bastidores.

Michael Schumacher durante passagem pela Ferrari, equipe onde conquistou cinco títulos mundiais e se tornou um dos maiores nomes da história da Fórmula 1. Foto: Redes sociais.

Segundo Yannick Dainese, piloto do helicóptero que participou do salvamento, a equipe inicialmente pensou que a informação sobre Schumacher fosse uma brincadeira.

“Um dos socorristas entrou no helicóptero e disse: ‘Estamos indo até Schumacher’. Achei que ele estivesse brincando”, contou.

O profissional afirmou que a gravidade da situação ficou clara quando os superiores ordenaram que todos retirassem câmeras e microfones antes da missão. Na época, uma equipe de TV acompanhava o trabalho dos socorristas na montanha.

Atendimento cercado de sigilo

Após o acidente, Schumacher foi levado ao Hospital Universitário de Grenoble, na França, onde chegou com traumatismo craniano grave, edema cerebral e múltiplas lesões cerebrais.

O ex-piloto foi colocado em coma induzido e passou por cirurgias de emergência para reduzir a pressão intracraniana. De acordo com médicos envolvidos no atendimento, o estado de saúde era considerado extremamente crítico.

A direção do hospital montou um forte esquema de segurança para preservar a privacidade do alemão e da família. O prontuário médico ficou guardado em cofre e Schumacher chegou a ser registrado sob um nome falso. Apenas cerca de 50 profissionais tiveram acesso direto ao tratamento do ex-piloto.

Família acompanhou tudo de perto

A esposa de Schumacher, Corinna, permaneceu diariamente ao lado do marido durante a internação. Os filhos Mick e Gina, além de familiares próximos e amigos ligados à Fórmula 1, também acompanharam o tratamento.

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Segundo a publicação francesa, apenas alguns nomes históricos da categoria tinham autorização para visitar Schumacher, entre eles Felipe Massa, Gerhard Berger e Luca Badoer. O ex-chefe da Ferrari Jean Todt segue até hoje como uma das pessoas mais próximas da família.

Pressão da imprensa virou desafio

A repercussão mundial do acidente mobilizou jornalistas de diversos países e causou dificuldades extras ao hospital. Segundo relatos, fotógrafos tentaram registrar imagens do quarto utilizando lentes de longa distância e até profissionais disfarçados tentaram acessar a unidade. A diretora do hospital, Jacqueline Hubert, afirmou que nunca havia presenciado algo semelhante.

“Foi quando entendi o que queriam dizer ao chamá-lo de ‘Deus vivo’”, declarou.

Schumacher deixou o hospital em junho de 2014 e desde então segue em recuperação sob absoluto sigilo da família. O estado atual de saúde do ex-piloto raramente é divulgado publicamente.

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