A Polícia Civil do Distrito Federal realizou uma operação contra uma influenciadora conhecida como “Deusa do Tigrinho”, suspeita de divulgar plataformas ilegais de apostas. As investigações apontam movimentação financeira superior a R$ 1,2 milhão em menos de seis meses. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 600 mil, e aparelhos eletrônicos apreendidos serão analisados para aprofundar a apuração.
Uma influenciadora digital de Brazlândia, no Distrito Federal, tornou-se alvo de uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) nesta terça-feira (2), após investigações apontarem uma movimentação financeira superior a R$ 1,2 milhão em menos de seis meses. Conhecida nas redes sociais como “Deusa do Tigrinho”, ela é suspeita de promover plataformas ilegais de apostas e de utilizar estruturas empresariais para ocultar a origem de recursos.

A ação foi realizada por agentes da 18ª Delegacia de Polícia de Brazlândia, que cumpriram mandados de busca e apreensão e executaram medidas cautelares autorizadas pela Justiça. Além disso, foi determinado o bloqueio de até R$ 600 mil em ativos financeiros ligados à investigada.
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Embora a Polícia Civil não tenha divulgado oficialmente a identidade da influenciadora, informações obtidas pela coluna Na Mira apontam que a investigada seria Adrielly Maciel, que possui mais de um milhão de seguidores nas redes sociais.
Investigação mira divulgação de apostas
De acordo com a PCDF, a influenciadora utilizava seus perfis digitais para promover, de forma recorrente, plataformas de apostas eletrônicas e cassinos on-line. Paralelamente, ela exibia um estilo de vida marcado por viagens, bens de alto valor e demonstrações frequentes de luxo.
Os investigadores apuram se o patrimônio apresentado nas redes sociais é compatível com a renda oficialmente declarada pela influenciadora.
Segundo a polícia, a análise das movimentações bancárias identificou centenas de transações realizadas de forma fragmentada, com sucessivos créditos, débitos e transferências para terceiros, o que pode indicar uma tentativa de dificultar o rastreamento dos recursos.
Empresa também está sob análise
As investigações apontam ainda que parte das operações financeiras teria sido realizada por meio de uma empresa ligada à influenciadora. Além disso, foram identificadas aplicações financeiras e outras movimentações consideradas relevantes para a apuração.
A Polícia Civil busca esclarecer a origem dos valores movimentados e verificar se houve utilização de pessoas jurídicas para mascarar operações financeiras suspeitas.
Celulares e computadores serão periciados
Durante a operação, os agentes apreenderam equipamentos eletrônicos que serão submetidos à perícia. A Justiça também autorizou a extração de dados armazenados em celulares, computadores e outros dispositivos.
A expectativa dos investigadores é que as informações coletadas permitam identificar possíveis envolvidos, reconstruir o fluxo financeiro e aprofundar as apurações sobre a atuação da influenciadora.
Crimes investigados
O inquérito segue em andamento e novas diligências não estão descartadas.
Conforme a Polícia Civil, a investigada poderá responder, em tese, por crimes como exploração de jogos de azar, estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro, caso as suspeitas sejam confirmadas ao longo das investigações.
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