O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (2) que “traidores da pátria” mereceriam uma punição pior do que a forca. A declaração foi feita durante críticas aos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, especialmente Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (2) que “traidores da pátria” mereceriam uma punição pior do que a forca. A declaração foi feita durante críticas aos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, especialmente Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro.

Lula critica filhos de Bolsonaro e fala em punição a “traidores” durante discurso sobre tarifas e política externa. Foto: Ricardo Stuckert/PR.
Durante o discurso, Lula acusou os parlamentares de agirem contra os interesses do país ao supostamente incentivarem a interferência estrangeira em decisões brasileiras.
“Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser piores que ele. Vendilhões da pátria. Foram pedir que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. São traidores”, disse o presidente.
Referência histórica com erro
Ao comentar sobre punições a traidores, Lula citou a Inconfidência Mineira e mencionou Joaquim Silvério dos Reis, afirmando que ele teria sido enforcado.
“Por menos do que isso, Joaquim Silvério dos Reis, que delatou Tiradentes, foi enforcado. O que merecem os traidores que vão pedir intervenção de um país no nosso?”, declarou.
A afirmação, no entanto, está incorreta. Historicamente, quem foi executado na forca foi Tiradentes, enquanto Joaquim Silvério dos Reis recebeu benefícios da Coroa Portuguesa e morreu de causas naturais.
Críticas após tensão com tarifas
As declarações ocorreram em meio a tensões envolvendo tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. Lula criticou a atuação de Flávio e Eduardo Bolsonaro, que teriam mantido contato com autoridades norte-americanas.
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O presidente afirmou que os parlamentares comemoraram medidas anteriores e sugeriu que houve tentativa de interferência política internacional.
“Depois do sucesso da minha visita, o bolsonarismo ficou incomodado”, disse.
Respostas dos envolvidos
Após o anúncio das tarifas, Flávio e Eduardo Bolsonaro negaram qualquer influência na decisão das autoridades dos Estados Unidos. Em entrevistas, afirmaram ter defendido a redução ou retirada das taxas sobre produtos brasileiros. Flávio declarou que pediu diretamente a autoridades americanas que não taxassem empresas do Brasil.
A fala de Lula também reacendeu discussões sobre os limites legais de punições no país. A Constituição de 1988 proíbe a pena de morte em tempos de paz, permitindo sua aplicação apenas em caso de guerra declarada.
O episódio repercutiu nas redes sociais e no meio político, ampliando o embate entre o governo federal e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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