A prisão de Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, acusada de se passar por uma adolescente de 12 anos em Joinville (SC) trouxe à tona novas denúncias envolvendo golpes emocionais em outros estados. O caso ganhou repercussão nacional após a descoberta de que Amanda teria vivido por mais de um ano como filha adotiva de uma família catarinense, fingindo ser uma criança.
A prisão de Amanda Maria Souza de Oliveira, conhecida como ”A Órfã de SC”, de 37 anos, acusada de se passar por uma adolescente de 12 anos em Joinville (SC) trouxe à tona novas denúncias envolvendo golpes emocionais em outros estados. O caso ganhou repercussão nacional após a descoberta de que Amanda teria vivido por mais de um ano como filha adotiva de uma família catarinense, fingindo ser uma criança.

‘Órfã de SC’ teria aplicado o mesmo golpe em diversos estados ao longo de 15 anos. Foto: Divulgação.
A mulher é suspeita de ter enganado integrantes de um grupo de oração em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, utilizando uma identidade falsa e histórias de doença, abandono e sofrimento para conquistar a confiança das vítimas.
Vítima chegou a tatuar nome falso
Segundo relatos de integrantes do grupo religioso, Amanda se apresentava como uma adolescente chamada “Emily” e afirmava enfrentar uma série de dificuldades pessoais, incluindo uma suposta doença grave.
Durante cerca de dez meses, ela teria criado fortes laços emocionais com os membros do grupo, que passaram a ajudá-la e acolhê-la.
Uma das vítimas chegou a tatuar o nome “Emily” no próprio pulso após desenvolver uma relação de carinho e confiança com a suposta adolescente. A tatuagem foi removida depois que os fiéis descobriram que a história era falsa.
Investigação foi reaberta
O caso havia sido registrado em boletim de ocorrência em 2022 e chegou a ser investigado pela Polícia Civil do Paraná. Na época, porém, os investigadores não conseguiram identificar a responsável pelos fatos.
Com a prisão de Amanda em Santa Catarina e o reconhecimento feito pelos integrantes do grupo de oração, as autoridades decidiram reabrir a investigação para apurar o possível golpe.
Golpes semelhantes em vários estados
De acordo com as investigações, Amanda teria utilizado estratégias parecidas em diferentes regiões do país. A suspeita costumava se apresentar como criança ou adolescente em situação de vulnerabilidade, alegando abandono familiar, doenças graves e episódios de violência para conseguir acolhimento de famílias, igrejas e projetos sociais.
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Há registros de ocorrências atribuídas a ela em estados como Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Ceará, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Relembre o caso
Amanda Maria Souza de Oliveira foi presa em Joinville, no dia 2 de junho, após ser acusada de se passar por uma adolescente de 12 anos.
Segundo a Polícia Civil, ela viveu durante cerca de 14 meses com uma família catarinense utilizando uma identidade falsa e afirmando ser menor de idade. A mulher responde por crimes como estelionato e falsa identidade. A defesa pediu uma avaliação psiquiátrica.
Enquanto as investigações avançam, autoridades de diferentes estados apuram possíveis novas vítimas e outros episódios semelhantes atribuídos à suspeita.
Caso é comparado ao filme ‘A Órfã’
O caso chamou atenção pela semelhança com o enredo do filme A Órfã (2009), produção que retrata uma mulher adulta que se passa por uma criança e engana uma família adotiva.
Assim como na ficção, a suspeita teria construído uma identidade infantil ao longo do convívio com a família, adotando comportamentos, falas e rotinas típicas de uma adolescente para sustentar a farsa.
No filme, a personagem utiliza manipulação emocional e estratégias psicológicas para ganhar a confiança da família, cenário que, segundo relatos da investigação, encontra paralelos no caso real, especialmente na forma como a mulher teria mantido o disfarce por cerca de 14 meses.
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