Um bebê palestino de 7 meses, chamado Sam Fahd Abu Haikal, e sua mãe morreram após o carro em que viajavam ser alvo de tiros disparados por soldados israelenses na área de Tel Rumeida, ao sul de Hebron, na Cisjordânia. O exército de Israel alegou inicialmente que o veículo avançou contra os militares, mas uma investigação preliminar confirmou que as vítimas eram civis inocentes. O pai da criança, professor universitário, foi baleado na mão.
Um bebê palestino de apenas 7 meses, identificado como Sam Fahd Abu Haikal, e sua mãe morreram após o veículo em que viajavam com a família ser alvejado por soldados das forças de defesa de Israel. O trágico incidente ocorreu na área de Tel Rumeida, localizada ao sul de Hebron, na Cisjordânia ocupada, no último sábado (06).
A família que partiu da cidade de Belém se deslocava pela rodovia com o objetivo de visitar parentes na região foi surpreendida pelos disparos.

Pai de Sam Fahd segurando o filho morto nos braços – Reprodução
Bala atingiu mandíbula do bebê e feriu a mãe
A gravidade dos ferimentos provocados pelos projéteis militares de grosso calibre causou a morte rápida das vítimas. O bebê Sam Fahd foi atingido gravemente na região da mandíbula por uma bala que transpôs a lataria do carro e que também feriu gravemente a sua mãe. Ambos receberam atendimento médico de urgência, mas não resistiram aos impactos e faleceram.
O pai da criança, Fahd Abdul Aziz Abu Haikal, que atua profissionalmente como professor na prestigiada Universidade de Belém, também foi baleado na mão durante o ataque das tropas. Os três integrantes da família foram transferidos para unidades hospitalares logo após o ocorrido para receber tratamento médico, e o funeral do bebê de 7 meses foi realizado sob forte comoção popular.
Vídeo mostra momento em que família de Sam Fahd é atingida
O exército de Israel emitiu um comunicado oficial sobre a ação, alegando que os militares de patrulha responderam com disparos isolados contra o automóvel porque o condutor supostamente acelerava na direção do grupo de soldados. No entanto, uma investigação preliminar conduzida pelas próprias forças israelenses desmentiu a versão inicial e concluiu que os alvos atingidos eram civis inocentes.
Um vídeo do momento em que o carro é atingido desmente a versão apresentada inicialmente, de que o condutor acelerava em direção aos agentes. As imagens chocantes mostram o momento em que a família é alvejada e sai do veículo com a criança no colo.
Assista:
Operações militares na Cisjordânia foram intensificadas após o início dos confrontos em Gaza
Este novo episódio de violência reflete o cenário de forte intensificação das operações terrestres e bombardeios promovidos pelo exército de Israel na Cisjordânia. As ações escalaram de forma drástica desde os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023, ofensiva que resultou na morte de cerca de 1,2 mil pessoas em território israelense e fez outras 251 como reféns.
Como resposta direta ao grupo extremista, a ampla campanha militar israelense deflagrada na região já provocou a morte de mais de 72,9 mil palestinos, conforme dados estatísticos atualizados pelo Ministério da Saúde de Gaza. Esses indicadores de mortalidade são considerados confiáveis por especialistas internacionais independentes e também por agências oficiais vinculadas à Organização das Nações Unidas (ONU).
ONG aponta que punição de soldados por abusos contra civis palestinos é considerada rara
O desfecho jurídico e o indiciamento de soldados israelenses acusados de ferir ou matar civis palestinos são descritos por observadores internacionais como cenários raros. Dados consolidados e divulgados pela organização não governamental Yesh Din, entidade israelense de defesa dos direitos humanos, expõem a baixa taxa de responsabilização no país.
