Uma investigação do The New York Times afirma que Israel voltou a utilizar fósforo branco em áreas povoadas do Líbano. A reportagem cita imagens verificadas e especialistas que apontam mais de 200 ocorrências em 2024. Israel nega qualquer uso ilegal da substância e afirma seguir as normas internacionais.

Screenshot
Screenshot

Uma investigação publicada pelo jornal The New York Times aponta que Israel voltou a utilizar munições de fósforo branco em áreas povoadas do Líbano.

Segundo a reportagem, imagens analisadas e verificadas pelo veículo mostram o emprego da substância incendiária em cidades e vilarejos densamente habitados desde março.

  • Leia também:

Saiba quem são os ativistas e políticos brasileiros detidos por Israel em Gaza

Material é alvo de críticas internacionais

O fósforo branco é utilizado militarmente para criar cortinas de fumaça, iluminar áreas de combate e sinalizar posições.

No entanto, organizações de direitos humanos e especialistas em direito internacional afirmam que o uso da substância em áreas com presença de civis pode violar normas internacionais devido ao risco de queimaduras graves e incêndios.

Mais de 200 ocorrências, diz reportagem

De acordo com a investigação, especialistas consultados pelo jornal estimam que as forças israelenses tenham utilizado fósforo branco mais de 200 vezes em território libanês ao longo de 2024.

A publicação afirma que parte dessas ocorrências teria acontecido em regiões habitadas, aumentando as preocupações sobre possíveis impactos à população civil.

Israel nega uso ilegal

O governo de Israel rejeita as acusações de irregularidades.

Segundo as autoridades israelenses, as Forças de Defesa do país seguem as normas internacionais aplicáveis aos conflitos armados e não utilizam a munição de forma ilegal.

Até o momento, Israel não reconheceu qualquer violação relacionada ao uso de fósforo branco no conflito com grupos armados na fronteira com o Líbano.

Debate internacional continua

O uso de fósforo branco em zonas de conflito é frequentemente alvo de controvérsias. Embora a substância não seja totalmente proibida pelo direito internacional, seu emprego contra civis ou em áreas densamente povoadas pode configurar violação das leis de guerra, dependendo das circunstâncias e da forma como é utilizada.

Leia mais no Bacci Notícias: 

Vídeos curtos

Mais lidas