A investigação sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump em Limeira (SP), ganhou novos detalhes após o depoimento de um dos integrantes da equipe responsável pela atividade. O homem afirmou que não percebeu imediatamente que a jovem havia sido lançada sem estar conectada ao equipamento de segurança e disse ter notado a gravidade da situação apenas após ouvir gritos de pessoas que acompanhavam o salto.

Maria Eduarda (Foto: reprodução)
Maria Eduarda (Foto: reprodução)

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após um grave acidente durante a prática de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo, no sábado (13). De acordo com as investigações, a jovem iniciou o salto sem estar devidamente conectada ao sistema de segurança responsável por sustentar os participantes durante a atividade.

Jovem em Rope jump (Foto: reprodução)

Em depoimento às autoridades, um dos integrantes da equipe responsável pela operação do salto relatou os momentos que sucederam o acidente que resultou na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. Segundo ele, não percebeu imediatamente que a jovem havia sido lançada sem estar conectada ao equipamento de segurança.

O homem afirmou que somente após ouvir gritos vindos de outras pessoas presentes no local percebeu que algo havia dado errado. Em seguida, deixou a plataforma e constatou a gravidade da situação.

“Aí a gente já saiu da plataforma, aí a gente viu o acorrido. Desci de rapel.

– Você estava uniformizado?

– Estava.

– Da equipe?

– Sim.

– Você chegou a trocar de roupa?

– Eu tirei bastante. Assim, eu montava e tirei. Ela estava molhada.”

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Ainda conforme o depoimento, ao chegar ao local encontrou pessoas prestando os primeiros socorros à jovem, incluindo uma profissional da área da saúde que realizava manobras de reanimação cardiopulmonar. Pouco depois, equipes de resgate e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegaram para assumir o atendimento.

O integrante também explicou que, após o acionamento das equipes de emergência, passou pelo próprio veículo e retirou a camiseta que utilizava durante a operação. Segundo ele, a peça estava molhada e bastante suja devido às circunstâncias enfrentadas após o acidente.

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Durante o depoimento, ele negou qualquer tentativa de fuga após o acidente que causou a morte de Maria Eduarda.

” – Essa versão não existe.

– O tempo todo você estava ali?

– Todos foram ali. Todos os responsáveis ficaram ali.”

Segundo ele, todos os envolvidos permaneceram no local desde os primeiros momentos da ocorrência e acompanharam a chegada das equipes de emergência e das forças de segurança.

Questionado sobre a possível falha que permitiu que a jovem fosse lançada sem estar conectada ao equipamento de proteção, o homem afirmou não conseguir explicar o que ocorreu naquele momento específico.

Ele relatou que as verificações de segurança teriam sido realizadas normalmente nos saltos anteriores, mas disse não se recordar das circunstâncias que levaram à falha registrada no caso de Maria Eduarda.

“Eu estava lá embaixo. As enfermeiras faziam a NCP. Quando o resgate chegou, com os aparelhos todos, eu saí, subi a linha, passei no carro, troquei a camiseta e fui para o meio da ponte, disse.

Ainda segundo o depoimento, não houve perseguição, tentativa de evasão ou qualquer confronto durante a atuação policial após o acidente.

Morte de Maria Eduarda

Antes do acidente que resultou em sua morte, Maria Eduarda compartilhou nas redes sociais diversos registros da manhã que passaria na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), onde participaria de um salto de rope jump. As publicações mostravam desde a chegada ao local até os preparativos para a atividade de aventura.

A jovem exibiu parte da estrutura montada para o evento, os acessórios de identificação entregues aos participantes e momentos da organização do salto. Ela também registrou integrantes da equipe realizando demonstrações da modalidade, utilizando os equipamentos de proteção durante as descidas.

Veja o momento da queda:

Em uma das postagens feitas nas primeiras horas do dia, Maria Eduarda mostrou o ambiente do evento e a identificação da empresa responsável pela atividade, demonstrando entusiasmo e expectativa para viver a experiência.

Pouco tempo depois, a jovem sofreu uma queda de aproximadamente 40 metros durante o salto. O acidente mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que foram acionadas para prestar socorro. Apesar dos esforços das equipes de resgate, Maria Eduarda não resistiu aos ferimentos e teve a morte confirmada ainda no local.

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