Uma biomédica, Josiane Francischini Pereira, que participou de um salto de rope jump com a mesma empresa envolvida na morte da estudante Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, relatou falhas na organização da equipe responsável pela atividade. ela contou que esteve no local em maio e percebeu problemas na condução dos procedimentos antes do salto
A biomédica Josiane Francischini Pereira, que participou de um salto de rope jump com a mesma empresa envolvida na morte da estudante Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, relatou falhas na organização da equipe responsável pela atividade. Ela contou que esteve no local em maio e percebeu problemas na condução dos procedimentos antes do salto.

Maria Eduarda morreu após ser lançada sem a corda de segurança durante salto em Limeira. Foto: Reprodução.
A jovem morreu após ser lançada de uma ponte sem estar conectada à corda de segurança, em Limeira, no interior de São Paulo, no último sábado (13).
Falta de organização chamou atenção
Segundo Josiane, não existia um profissional específico encarregado de conferir os equipamentos dos participantes.
“Não tinha uma pessoa fixa para colocar o equipamento certinho. Cada hora era uma pessoa diferente. Eles se revezavam o tempo todo”, relatou.
A biomédica afirmou que os funcionários alternavam funções constantemente, enquanto alguns chegavam a se afastar para descansar ou se alimentar.
Apesar da percepção de desorganização, ela decidiu realizar o salto porque acreditava que a equipe já possuía experiência na atividade.
Orientação contraditória
Josiane também revelou ter recebido um áudio da empresa antes da atividade pedindo que os participantes não conversassem com os operadores responsáveis pelas cordas.
Segundo a gravação, qualquer distração poderia comprometer a segurança dos saltos. Mesmo assim, ela afirma que presenciou situações diferentes durante a experiência.
Como o casal foi um dos últimos a saltar naquele dia, acabou interagindo com parte da equipe responsável pela operação.
Tragédia gerou choque
A biomédica soube do acidente envolvendo Maria Eduarda poucas semanas depois de ter participado da mesma atividade.
Inicialmente, ela acreditou que as informações divulgadas nas redes sociais fossem falsas.
“Quando vi o vídeo, me deu uma coisa no estômago. Eu me coloquei no lugar dela porque eu estava ali há menos de um mês”, afirmou.
Segundo testemunhas e a Polícia Civil, a estudante foi lançada de uma altura aproximada de 40 metros sem estar presa à corda principal que deveria conter a queda.
Funcionários presos
Três instrutores da empresa foram presos após o acidente. De acordo com as investigações, eles não conseguiram explicar por que a checagem final dos equipamentos não foi realizada antes do salto.
Em depoimento, os suspeitos alegaram não se recordar de quem era a responsabilidade de conectar a corda de segurança à vítima.
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A Justiça converteu a prisão em preventiva e classificou a conduta dos envolvidos como possível homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte.
Empresa é alvo de investigação
Além da apuração sobre a falha operacional, autoridades também investigam a atuação da empresa responsável pelos saltos.
Segundo a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), o grupo não possuía autorização para realizar atividades esportivas na Ponte do Esqueleto, local onde ocorreu a tragédia.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.
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