Uma arma registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro foi apreendida durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal em Taguatinga. O armamento estava com um sargento do Exército ligado ao GSI, que afirmou ter retirado a arma para realizar um reparo mecânico. A Polícia Civil investigará as circunstâncias da posse e do transporte do armamento.

Ex-presidente Jair Bolsonaro (Foto: Agência Brasil)
Ex-presidente Jair Bolsonaro (Foto: Agência Brasil)

Uma arma de fogo registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro foi apreendida pela Polícia Militar do Distrito Federal durante uma blitz realizada na noite de segunda-feira (15), no Pistão Norte, em Taguatinga.

Jair Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz /Agência Brasil)

O armamento estava na posse de um sargento do Exército Brasileiro identificado como Estácio, que atua junto ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI). O militar foi abordado durante uma fiscalização de rotina e conduzido à 21ª Delegacia de Polícia, no Pistão Sul, para prestar esclarecimentos.

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Segundo informações registradas na ocorrência, o sargento apresentou documentação referente ao porte funcional e informou imediatamente aos policiais que a arma pertencia ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele também se identificou como integrante do GSI.

Militar alegou que fazia reparo na arma

Em depoimento, o militar afirmou que havia retirado o armamento para realizar um reparo mecânico após identificar uma pane que, segundo ele, seria de simples resolução.

De acordo com sua versão, o problema estaria relacionado ao percussor da arma. O sargento relatou ainda que o armamento foi retirado na segunda-feira (15) e seria devolvido ao proprietário nesta terça-feira (16), após a conclusão do conserto.

Apesar de possuir porte de arma, a situação chamou a atenção dos policiais porque o armamento estava registrado em nome de outra pessoa. Diante das circunstâncias, a arma foi apreendida e encaminhada para análise das autoridades competentes.

Polícia Civil vai apurar circunstâncias

A ocorrência foi registrada na 21ª Delegacia de Polícia, que ficará responsável por apurar as circunstâncias da posse da arma, a regularidade do transporte do armamento e a documentação apresentada pelo militar.

A Polícia Civil deverá analisar se houve alguma irregularidade relacionada à retirada, transporte e manutenção da arma registrada em nome do ex-presidente.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar

Jair Bolsonaro cumpre atualmente prisão domiciliar após condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração de patrimônio tombado.

O ex-presidente iniciou o cumprimento da pena em novembro de 2025. Inicialmente custodiado na Superintendência da Polícia Federal, ele foi posteriormente transferido para uma Sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal.

Em março deste ano, Bolsonaro apresentou um quadro de broncopneumonia aspirativa após passar mal e precisou ser internado no Hospital DF Star, em Brasília.

Prisão domiciliar foi concedida por razões médicas

Após a internação, a defesa voltou a solicitar prisão domiciliar humanitária, alegando necessidade de monitoramento médico constante. Laudos apresentados aos autos indicaram que, embora o quadro clínico estivesse estável, o ex-presidente necessitava de acompanhamento contínuo durante o tratamento.

A Procuradoria-Geral da República manifestou-se favoravelmente ao pedido. Ao conceder a medida, o ministro Alexandre de Moraes considerou que o sistema prisional oferecia atendimento adequado, mas entendeu que a situação de saúde justificava uma excepcionalidade temporária.

A prisão domiciliar foi estabelecida inicialmente por 90 dias, contados a partir da alta médica. Bolsonaro permanece monitorado por tornozeleira eletrônica e está proibido de utilizar telefone celular ou qualquer outro meio de comunicação externa, inclusive por intermédio de terceiros. O descumprimento das medidas pode resultar na revogação do benefício e no retorno ao regime fechado.

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