O caso envolvendo Flávio Lourenço de Oliveira, conhecido como “Flávio do Bolo”, ganhou ainda mais repercussão após vir à tona que ele atuava como pregador em uma igreja evangélica e costumava compartilhar mensagens religiosas nas redes sociais. Preso por suspeita de matar o próprio pai, João Lourenço de Oliveira, de 64 anos, o homem teria confessado o crime à Polícia Civil. Segundo as investigações, a vítima foi assassinada com um tiro na cabeça, e a principal linha de apuração aponta que o homicídio teria sido motivado por interesses financeiros ligados à caminhonete do pai.
A prisão de Flávio Lourenço, conhecido na região como “Flávio do Bolo”, causou forte repercussão em Goiás. Apontado como principal suspeito pela morte do próprio pai, João Lourenço de Oliveira tem 64 anos.

Vítima João Lourenço (Foto: reprodução)
O servidor administrativo da Polícia Civil era bastante conhecido por sua participação ativa em uma igreja evangélica e pela divulgação de mensagens religiosas nas redes sociais.
Vídeos compartilhados na internet mostram Flávio pregando para fiéis e produzindo conteúdos voltados à fé cristã, o que tornou o caso ainda mais impactante para moradores de cidades como Bela Vista de Goiás, Goiânia e Trindade.
A discrepância entre a imagem pública construída pelo suspeito e as acusações investigadas pela polícia gerou indignação e surpresa entre conhecidos.
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Flávio Lourenço confessa o crime
Além do filho da vítima, outras cinco pessoas foram detidas durante a operação policial por suspeita de participação no crime. Entre os presos estão quatro homens e uma mulher. Um dos investigados, no entanto, foi colocado em liberdade após o pagamento de fiança.
Segundo as apurações da Polícia Civil, João Lourenço de Oliveira foi morto com um disparo na cabeça. As investigações apontam que o tiro teria sido efetuado pelo próprio filho. De acordo com as investigações, Flávio confessou em depoimento detalhes sobre o crime.
“Foi um momento de loucura, um momento de ganância, sem pensar, porque tenho muito a perder […] Eu tenho um casamento de 23 anos, nunca tinha sido preso, passado por uma situação dessa, nunca tive pegado uma arma… Eu tenho três filhos, todos eles dependem de mim”, relatou o suspeito.
Após a morte de João Lourenço, o suspeito afirmou ter removido o corpo da residência utilizando lençóis e outros objetos para transportá-lo até um veículo. Em seguida, o cadáver teria sido abandonado em uma área de mata localizada entre os municípios de Goiânia e Trindade, onde foi posteriormente localizado pelas autoridades.
“O Flávio confessou apontando que a intenção dele era uma subtração patrimonial pretérita que seria a obtenção desse veículo. Para subtrair essa Hilux ele acabou efetuando o disparo, já foi tudo premeditado, ele foi armado com um revólver calibre 38”, destacou o delegado responsável pelo caso, João Paulo Mendes, à TV Anhanguera.
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Desapareceu após sair de casa
O servidor da Polícia Civil João Lourenço de Oliveira, de 64 anos, foi encontrado morto nesta segunda-feira (15), após passar dias desaparecido. As investigações apontam o filho da vítima como principal suspeito do crime. De acordo com a polícia, ele foi detido e indicou às autoridades o local onde o corpo estava.
João havia sido visto pela última vez no sábado (13), quando saiu dirigindo sua caminhonete em Goiânia. Desde então, familiares iniciaram uma intensa mobilização em busca de informações sobre seu paradeiro, compartilhando apelos e pedidos de ajuda nas redes sociais.
Durante as buscas, parentes encontraram o telefone celular da vítima danificado, o que aumentou a preocupação com seu desaparecimento. Informações divulgadas pela TV Anhanguera indicam que a última atividade registrada por João em um aplicativo de mensagens ocorreu por volta das 10h daquele dia. Após esse horário, ele não voltou a acessar as redes sociais.
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