A vereadora Bruna Magalhães confirmou com exclusividade ao Portal Bacci Notícias que a Ponte do Esqueleto, localizada entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo, será demolida após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump realizado no último fim de semana.

Rope Jump e Mara Eduarda (Reprodução/Redes Sociais)
Rope Jump e Mara Eduarda (Reprodução/Redes Sociais)

A vereadora Bruna Magalhães confirmou com exclusividade ao Portal Bacci Notícias que a Ponte do Esqueleto, localizada entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo, será demolida após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump realizado no último fim de semana.

Ponte do Esqueleto

Nesta quarta-feira (17), teve início a interdição da estrutura, considerada de risco e frequentemente utilizada para a prática de esportes radicais sem autorização oficial.

A medida ocorre poucos dias após a tragédia que resultou na morte da jovem, que caiu de aproximadamente 27 metros durante a atividade.

Demolição foi definida após reuniões com o governo federal

A decisão foi tomada após reuniões envolvendo representantes do governo federal, das prefeituras de Limeira e Cordeirópolis, da Secretaria de Patrimônio da União (SPU) e da Advocacia-Geral da União (AGU).

O principal objetivo é impedir o acesso de pessoas ao local e evitar que novos acidentes ocorram.

Segundo Bruna Magalhães, a interdição realizada nesta quarta-feira representa apenas o primeiro passo de um processo que culminará com a derrubada definitiva da estrutura.

“Estamos aqui na Ponte do Esqueleto. Ela está sendo interditada, o governo federal deu autorização, o prefeito Murilo Félix cedeu as máquinas, porque ainda vai ser demolida essa ponte pelo governo federal. Mas o que importa é que vidas não serão mais perdidas nesse lugar. É um trabalho de praticamente um ano que eu venho cobrando e hoje ela está sendo interditada”, afirmou a vereadora ao Bacci Notícias.

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Barreiras físicas e placas de proibição serão instaladas

Além da interdição, a Secretaria de Patrimônio da União informou que instalará barreiras físicas e placas de aviso para reforçar que a área pertence à União e que a entrada no local é proibida.

O órgão também destacou que continuará dialogando com os municípios para definir os detalhes da solução definitiva, incluindo as próximas etapas da demolição.

Ponte passou a integrar patrimônio da União

A Ponte do Esqueleto foi oficialmente incorporada ao patrimônio da União em maio deste ano.

Segundo a SPU, nenhuma atividade esportiva realizada no local possuía autorização federal. Ainda de acordo com o órgão, a utilização da estrutura para práticas como rope jump ocorria de forma irregular.

A intensificação das medidas de segurança acontece após a morte de Maria Eduarda, caso que mobilizou autoridades municipais, estaduais e federais e reacendeu o debate sobre a fiscalização de atividades radicais em estruturas abandonadas.

As investigações sobre as circunstâncias do acidente continuam sendo conduzidas pela Polícia Civil.

Como aconteceu a morte de Maria Eduarda

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após ser lançada de uma altura de aproximadamente 40 metros durante um salto de rope jump na chamada Trilha da Ponte do Esqueleto.

Segundo as investigações, a corda que deveria garantir a segurança da jovem não foi conectada antes do salto. Pessoas que estavam no local tentaram realizar manobras de reanimação cardiopulmonar até a chegada do Samu, mas o óbito foi constatado ainda no local devido aos ferimentos causados pela queda.

Assista o vídeo do início da interdição:

Tentativa de fuga chamou atenção da polícia

De acordo com o boletim de ocorrência, policiais encontraram dois homens próximos à vítima e, em determinado momento, eles teriam tentado fugir em direção a uma área de vegetação.

A ação motivou o acionamento de reforço policial e de uma aeronave da Polícia Militar para auxiliar nas buscas.

Investigação aponta possível assunção do risco

A Polícia Civil concluiu que os elementos reunidos indicam que os investigados assumiram o risco de produzir o resultado morte.

Os investigadores também apontaram que o local possui histórico de ocorrências graves, incluindo outras mortes registradas anteriormente.

Funcionários seguem presos

Três funcionários da empresa responsável pelos saltos foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual.

Após audiência de custódia realizada no domingo (14), a Justiça converteu as prisões em preventivas. As investigações seguem em andamento para esclarecer todos os detalhes do caso.

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