A Ponte do Esqueleto, localizada entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo, voltou a registrar a presença de pessoas mesmo após a interdição determinada pelo governo federal na última quarta-feira (17).
A Ponte do Esqueleto, localizada entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo, voltou a registrar a presença de pessoas mesmo após a interdição determinada pelo governo federal na última quarta-feira (17).

Jovem em Rope jump (Foto: reprodução)
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um ciclista nas proximidades da estrutura tentando acessar a área que foi fechada após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump.
A jovem morreu após cair de uma altura de aproximadamente 40 metros ao realizar a atividade no último fim de semana.
Vereadora denuncia desrespeito à interdição
As imagens foram divulgadas pela vereadora Bruna Magalhães, que acompanha as ações relacionadas ao fechamento da ponte há dias.
No registro, um homem aparece com uma bicicleta próximo ao acesso da estrutura, ignorando as restrições impostas pelas autoridades.
Ao comentar o caso, a parlamentar demonstrou preocupação com o comportamento de pessoas que continuam frequentando o local mesmo após a tragédia.
“As pessoas não têm limite, olha para esse vídeo. As pessoas estão enfrentando a morte. Eu não consigo entender”, afirmou.
Ponte foi interditada após morte de Maria Eduarda
A interdição da Ponte do Esqueleto foi definida após reuniões envolvendo representantes do governo federal, da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), da Advocacia-Geral da União (AGU) e das prefeituras de Limeira e Cordeirópolis.
Além do bloqueio dos acessos, o governo federal anunciou a instalação de barreiras físicas e placas informando que a entrada no local é proibida.
Demolição está prevista
Segundo informações já confirmadas ao Bacci Notícias pela vereadora Bruna Magalhães, a Ponte do Esqueleto deverá ser demolida.
A estrutura foi incorporada ao patrimônio da União em maio deste ano e, de acordo com a Secretaria de Patrimônio da União, nenhuma atividade esportiva realizada no local possuía autorização federal.
O objetivo da demolição é impedir novos acessos e evitar que acidentes semelhantes voltem a acontecer.
Investigação segue em andamento
A Polícia Civil continua investigando as circunstâncias da morte de Maria Eduarda.
Três instrutores responsáveis pela atividade foram presos e indiciados por homicídio com dolo eventual, quando há entendimento de que os envolvidos assumiram o risco de produzir o resultado morte.
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