Durante o velório de Jussara Maria Rodrigues da Cruz, de 54 anos, na tarde desta terça-feira (23), o irmão da vítima definiu o crime cometido pelo sobrinho como uma “tragédia anunciada”. Ele revelou que o jovem, diagnosticado com esquizofrenia, apresentava sinais de desequilíbrio agravados no último fim de semana e levantou a suspeita de que o uso de drogas possa ter influenciado a brutalidade do ato. O sepultamento ocorre nesta tarde no Cemitério da Paz, em Belo Horizonte.
O portal Bacci Notícias segue acompanhando de perto o caso do filho de 27 anos, diagnosticado com esquizofrenia, que matou e decapitou a própria mãe no apartamento onde moravam, no bairro Cachoeirinha, na região Noroeste de Belo Horizonte (MG), na manhã desta última segunda-feira (22).
No velório da vítima, que acontece na quadra da Associação de Moradores do Bairro Jardim Alvorada neste início de tarde, o irmão de Jussara Maria Rodrigues da Cruz, de 54 anos, fez algumas revelações importantes em meio a um desabafo bastante emocionado.

(Foto: Bacci Notícias)
“Tragédia anunciada” e sinais de alerta
De acordo com o tio do acusado, pelos sinais que o sobrinho vinha demonstrando ao longo dos anos, acabou sendo uma tragédia anunciada. O filho teria usado uma faca de cozinha para decapitar a mãe. Quando os policiais chegaram, tanto a cabeça como o restante do corpo estavam no mesmo cômodo.
“A gente não imaginava nunca que isso ia acontecer. Mas, se a gente analisar bem, é uma tragédia meio que anunciada, porque é um menino que vinha apresentando alguns problemas, carecia demais de atenção, um acompanhamento mais sério”, afirmou o tio do autor do crime.
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Suspeita de envolvimento com drogas e detalhes da violência
O irmão da vítima afirmou que a suspeita veio após ficar três dias sem informações de Jussara. No relato do Boletim de Ocorrência, ao chegarem ao apartamento onde tudo aconteceu, os policiais precisaram arrombar a porta e encontraram o acusado bem em frente à entrada, sem camisa. Para o tio, ele sempre apresentou um tipo de distúrbio.
“Era possível ver que ele apresentava um distúrbio, ele dava alguns sinais. Que se agravaram neste último final de semana. Esse distúrbio se tornou algo muito maior que culminou com essa tragédia”, afirmou.
Por fim, o tio do acusado fez uma afirmação chocante, ao dizer que muita coisa ainda está por ser revelada. Ele acredita que, além desse distúrbio que o sobrinho teria, o acusado também estaria envolvido com drogas.
“Mas eu acredito que tenha droga envolvida. De onde que um filho, por mais problema que tenha, ele tenha a capacidade de se trancar dentro de casa com a mãe, matar? Ele deu nela uma pancada tão forte que eu fui limpar o apartamento e achei os dentes dela lá no chão. E eu acredito que ela nem sofreu com o corte da faca, porque ela já estava apagada, e também pelo tanto de sangue que estava”, completou.
Andamento das investigações
Já na delegacia, onde prestou depoimento, o rapaz, que não teve a identificação revelada, chorou ao confessar o assassinato. Até o momento, as autoridades não conseguiram determinar exatamente quando o assassinato aconteceu nem as circunstâncias que motivaram a violência.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Minas Gerais. O enterro da vítima acontece ainda nesta tarde, no Cemitério da Paz, no bairro Caiçaras, na Região Noroeste da capital.
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