Um caso de extrema violência chocou agentes da segurança pública após a prisão de um homem acusado de matar e decapitar a própria mãe. Segundo relato de um sargento da Polícia Militar, o suspeito teria demonstrado comportamento frio e incomum após ser detido, chegando a cantar e sorrir durante o deslocamento na viatura. Familiares informaram à polícia que ele teria histórico de esquizofrenia e já apresentava sinais de instabilidade antes do crime, incluindo episódios de comportamento agressivo dentro de casa.

Jussara Maria Rodrigues da Cruz, (Foto: reprodução)
Jussara Maria Rodrigues da Cruz, (Foto: reprodução)

Jussara Maria Rodrigues da Cruz, de 54 anos, teve o velório realizado nesta terça-feira (23), às 12h, na quadra da Associação de Moradores do bairro Jardim Alvorada, na região da Pampulha, em Belo Horizonte. O sepultamento foi às 15h, no Cemitério da Paz, localizado no bairro Caiçara.

(Foto: Reprodução)

Local do crime (Foto: Reprodução)

O corpo da mulher foi localizado na manhã de segunda-feira (22), em um dos quartos do 9º andar do Edifício Halley, situado no bairro Nova Cachoeirinha, na região Noroeste da capital mineira. Ela estava desaparecida desde o último sábado (20).

A ausência da moradora, que era conhecida por manter contato frequente com vizinhos, chamou a atenção de residentes do prédio, que foram os primeiros a acionar as autoridades após perceberem algo incomum.

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Suspeito é encontrado sem camisa e descalço

O suspeito foi localizado sem camisa, descalço e em aparente estado de silêncio no momento da abordagem. De acordo com o sargento Gleidson Wellys, do 34º Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o jovem não apresentou resistência e acabou admitindo o crime logo no início da conversa com os agentes.

Segundo o relato, ele teria indicado imediatamente a autoria do homicídio e informado onde estava o corpo da vítima. Ao chegarem ao local, os policiais se depararam com uma cena de extrema violência.

Jussara foi encontrada decapitada e apresentava diversas perfurações pelo corpo. Conforme a versão apresentada pelo suspeito, uma faca de cozinha teria sido utilizada no ataque.

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Comportamento após a prisão chama atenção da PM

O comportamento do suspeito após a prisão também chamou a atenção dos militares envolvidos na ocorrência. Segundo o sargento Wellys, o jovem não demonstrava sinais de arrependimento e mantinha uma postura considerada incomum diante da gravidade do caso.

De acordo com o policial, ele se mostrava excessivamente calmo: “Ele estava muito tranquilo, muito frio. É raro deparar um filho que mata a mãe da forma que matou, decapitando e tal, e a maneira de ele estar frio, cantando até dentro da viatura, sorrindo nas fotos”, contou.

Familiares e pessoas próximas relataram à polícia que o suspeito teria histórico de esquizofrenia, além de ter apresentado alterações comportamentais após um período em que viveu em Portugal com o pai.

Ainda segundo relatos, dias antes do crime, o jovem já havia demonstrado episódios de comportamento agressivo, como revirar o apartamento e impedir a mãe de entrar em casa durante uma noite fria. Na ocasião, um familiar chegou a tentar acionar a polícia, mas a própria vítima teria evitado a intervenção por acreditar que poderia proteger o filho.

Após a prisão, o suspeito foi encaminhado ao Hospital Odilon Behrens para atendimento. A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer todas as circunstâncias do crime.

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