Em entrevista ao Portal Bacci Notícias durante o velório de Jussara Maria Rodrigues da Cruz nesta terça-feira (23), o irmão da vítima afirmou que a dedicação extrema e o amor de mãe a levaram à morte. O familiar destacou que Jussara sustentava e protegia totalmente o filho de 27 anos, diagnosticado com esquizofrenia. Ele também fez um alerta sobre a suspeita do envolvimento do jovem com drogas. O sepultamento ocorre no Cemitério da Paz, em Belo Horizonte.

(Foto: Reprodução Polícia Civil MG)
(Foto: Reprodução Polícia Civil MG)

O portal Bacci Notícias acompanhou de perto, na manhã desta terça-feira (23), o velório de Jussara Maria Rodrigues da Cruz, de 54 anos, morta e decapitada pelo próprio filho no apartamento onde moravam. O crime ocorreu no bairro Cachoeirinha, na região Noroeste de Belo Horizonte (MG), na manhã de segunda-feira (22).

A equipe, inclusive, conversou com um irmão da vítima durante o velório, que fez mais revelações sobre o caso. Jussara foi encontrada morta por policiais após uma denúncia anônima, depois de o acusado ter ficado três dias trancado com a mãe no apartamento e pessoas próximas sentirem falta de informações dela.

(Foto: Reprodução)

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A dedicação da mãe e o alerta sobre drogas

Para o tio do acusado e irmão da vítima, Jussara morreu pelo amor ao filho. Segundo ele, ela fazia tudo por esse filho, ainda mais por conta do diagnóstico de esquizofrenia que ele vinha recebendo recentemente.

“Minha irmã era uma mãe exemplar, uma pessoa extraordinária. Ela nunca permitiu que nada o afligisse. Ela nunca permitiu que, apesar dos problemas, ele ficasse de fora do seio familiar, longe do seio familiar. Foi esse amor que acabou levando ela até a morte”, disse o irmão da vítima.

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De acordo com o tio, o sobrinho vinha apresentando sinais de distúrbio há algum tempo. Mas ele acredita que, além desse problema neurológico, o acusado também estaria envolvido com drogas, o que piorou ainda mais sua situação.

“As famílias têm que prestar atenção quando o filho está mexendo com algum tipo de droga, saber o que está acontecendo com o filho, porque amanhã esse erro vai aparecer, e pode aparecer grave, e pode não ter recurso, né? Pode trazer consequências iguais às que nós tivemos”, afirmou.

Família devastada e sustento total do jovem

O irmão da vítima ainda revelou que Jussara nunca exigiu que o filho trabalhasse e que, neste momento, a família está devastada.

“Ela não exigia que ele trabalhasse, ele tinha o quarto dele, as coisas dele, enfim, tudo do bom e do melhor. Ele pedia dinheiro para ela e ela dava. Aí agora ela morre, da forma que foi ainda. Então nossa família está arrasada, acabada, a gente não sabe o que faz”.

Investigações

Logo após o crime, na delegacia onde prestou depoimento, o rapaz, que não teve a identificação revelada, chorou ao confessar o assassinato. Até o momento, as autoridades não conseguiram determinar exatamente quando o assassinato aconteceu nem as circunstâncias que motivaram a violência.

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O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Minas Gerais. O enterro da vítima acontece ainda nesta tarde, no Cemitério da Paz, no bairro Caiçaras, na Região Noroeste da capital.

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