Imagens que circulam nas redes sociais mostram Evelyne dos Santos Gonçalves, presa após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas durante um salto de rope jump na chamada Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram Evelyne dos Santos Gonçalves, presa após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas durante um salto de rope jump na chamada Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo.

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos (Foto: Reprodução)
No vídeo, gravado meses antes da tragédia, a instrutora aparece auxiliando um menino de aproximadamente 10 anos a realizar um salto da plataforma.
As imagens foram registradas no mesmo local onde ocorreu o acidente que resultou na morte de Maria Eduarda e voltaram a repercutir após a prisão dos envolvidos no caso.
Salto com crianças
O salto com a criança não foi um caso isolado. Em outro registro que circula nas redes, instrutor Luis Felipe Feliciano Egoroff, acusado de envolvimento na morte de Maria Eduarda, aparece saltando com uma criança no colo.
Um vídeo de cerca de 18 segundos mostra Egoroff fazendo um salto com uma criança. Não há informações se eles têm algum parentesco. Ele corre segurando o menino no colo com o braço esquerdo. No ângulo das imagens, não é possível ver se a criança está conectada ao instrutor ou ao equipamento. Na outra mão o homem segura as cordas conectadas à ponte.
Egoroff percorre uma estrutura, usada como uma passarela, e ao chegar na ponta, salta. No vídeo, gravado a partir da estrutura, é possível ver ele e a criança em queda, até o primeiro movimento pendular, com a corda presa à ponte.
Egoroff e os também instrutores Vitor de Freitas Gonçalves e Maicon Fernandes Cintra foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual, acusação mantida após a conversão da prisão em preventiva.
Depoimento
Em depoimento à Polícia Civil, Evelyne classificou o ocorrido como uma “fatalidade” e afirmou que não percebeu os alertas feitos por pessoas que estavam no local sobre a suposta ausência das cordas de segurança no equipamento utilizado pela vítima.
Segundo a investigada, sua função na empresa era voltada ao atendimento dos participantes, realização de cadastros e gerenciamento das redes sociais. Por atuar na área de inscrições, ela afirmou não ter visão direta da plataforma de saltos no momento do acidente.
“Ouvi ‘Meu Deus’ e o barulho. Eu levanto e vejo o Maicon e o Felipe com a mão na cabeça”, relatou à delegada responsável pelo caso.
Maicon e Felipe, citados por Evelyne, também foram presos durante as investigações. Eles são apontados como os responsáveis por conduzir o procedimento que antecedeu o salto de Maria Eduarda.
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Estado de choque
Ainda segundo o depoimento, Evelyne afirmou que permaneceu em estado de choque por cerca de 40 minutos após a queda da jovem.
Ela também negou que os colegas tenham fugido do local e disse que utilizou um rádio comunicador para pedir ajuda logo após perceber a gravidade da situação.
“Eu estava desesperada e chorando enquanto tentava entender o que tinha acontecido”, teria relatado.
Caso segue sob investigação
A Polícia Civil continua apurando as circunstâncias da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas. Os investigadores buscam esclarecer a dinâmica do acidente, verificar eventuais falhas nos protocolos de segurança e determinar a responsabilidade de cada um dos envolvidos.
O caso gerou grande repercussão nacional e reacendeu o debate sobre a fiscalização e os procedimentos de segurança em atividades de aventura realizadas no país.
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