A investigação sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas (21), durante uma atividade de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo, ganhou novos desdobramentos. Ao todo, oito pessoas suspeitas foram identificadas pela polícia. Seis pessoas já foram presas e outras duas respondem em liberdade.
A investigação sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas (21), durante uma atividade de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo, ganhou novos desdobramentos. Ao todo, oito pessoas suspeitas foram identificadas pela polícia. Seis pessoas já foram presas e outras duas respondem em liberdade.

Maria Eduarda || Reprodução: Redes Sociais
Segundo informações divulgadas pelo Portal do Paulo Mathias, os três primeiros presos no caso deverão ser indiciados por homicídio doloso qualificado. O enquadramento indica que a Polícia Civil entende que houve agravantes na conduta dos envolvidos e que a vítima foi exposta a uma situação de extremo risco, sem possibilidade de defesa.
Seis pessoas já foram presas
Até o momento, seis pessoas foram presas no decorrer das investigações. Três delas foram detidas logo após a morte da jovem e são apontadas como os responsáveis diretos pela execução da atividade no momento do salto.
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Outras três prisões ocorreram no último fim de semana. Entre os detidos está Eveline, apontada pelos investigadores como líder do grupo responsável pela organização dos saltos. Segundo a apuração policial, a atividade era realizada sem empresa formalizada e sem registro de CNPJ.
Polícia investiga desaparecimento de câmera
Outro ponto que chama a atenção dos investigadores envolve o desaparecimento da câmera utilizada por Maria Eduarda durante o salto. A Polícia Civil apura a conduta de um dos presos, suspeito de ter retirado o equipamento da vítima após a queda. Conforme a investigação, ele teria deixado o local sem prestar socorro. A câmera é considerada peça-chave para a reconstrução dos últimos momentos da atividade e para esclarecer a dinâmica exata do acidente.
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Antecedentes criminais
Dos seis presos, dois possuem antecedentes criminais, segundo informações obtidas pela investigação. Um deles já teve passagem pelo sistema de Justiça por tráfico de drogas. As autoridades analisam se os antecedentes possuem alguma relação com a estrutura utilizada para a realização dos saltos ou com a atuação dos investigados no evento.
Prefeitura também é alvo de questionamentos
A Prefeitura de Limeira foi acionada pelos investigadores para prestar esclarecimentos sobre eventuais autorizações, fiscalização e conhecimento prévio da atividade realizada na Ponte do Esqueleto. Os policiais buscam identificar se houve algum tipo de controle ou acompanhamento por parte do poder público em relação aos eventos promovidos no local.
Depoimento deve ocorrer nesta semana
Eveline, apontada como responsável pela coordenação da atividade, deverá ser ouvida pela Polícia Civil na terça-feira (23), acompanhada por seu advogado. O depoimento é considerado uma das etapas mais importantes da investigação, que tenta esclarecer como uma atividade de alto risco foi realizada sem que a vítima estivesse presa ao principal equipamento de segurança.
Maria Eduarda morreu após ser lançada de uma altura aproximada de 40 metros sem a corda que deveria impedir a queda. O caso provocou grande repercussão nacional e segue sendo tratado como uma das investigações criminais mais complexas do ano no interior paulista.
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